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"Bolsonaro consegue superar os delírios e os devaneios de Trump”, diz Maia

Ana Paula Ramos
·3 minuto de leitura
Brazil's president Jair Bolsonaro reacts during the swearing-in ceremony of the Brazil's Tourism Minister Gilson Machado, amidst the Coronavirus (COVID - 19) pandemic at Planalto Palace on December 17, 2020 in Brasilia. (Photo by Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro (Photo by Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)

Parlamentares reagiram após o presidente Jair Bolsonaro voltar a colocar as urnas eletrônicas sob desconfiança, nesta quinta-feira (7), o que consideraram um “ataque gravíssimo” ao sistema eleitoral brasileiro.

Um dia após a invasão do Congresso norte-americano por apoiadores de Donald Trump, que questionavam o resultado da eleição presidencial, Bolsonaro disse que o Brasil terá um “problema pior que os Estados Unidos” se não houver voto impresso nas eleições de 2022.

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu que os partidos políticos deveriam acionar a Justiça para que o presidente explique a declaração, que Maia avaliou como “um ataque direto e gravíssimo” ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a seus juízes.

“A frase do presidente Bolsonaro é um ataque direto e gravíssimo ao TSE e seus juízes. Os partidos políticos deveriam acionar a Justiça para que o presidente se explique. Bolsonaro consegue superar os delírios e os devaneios de Trump”, afirmou o deputado.

No entanto, Bolsonaro já foi cobrado na Justiça para apresentar provas das supostas fraudes nas eleições de 2018.

Em abril, o deputado federal Célio Studart (PV-CE) entrou com uma ação popular cobrando que o chefe do Executivo comprovasse suas acusações. O documento foi assinado, inclusive, pelo advogado Márlon Reis, um dos idealizadores e redatores da Lei da Ficha Limpa e fundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

Em maio, a defesa de Bolsonaro se recusou a entregar à Justiça as provas que ele alegou ter, e o processo foi arquivado.

“Se o Presidente tem certeza de que nossas urnas podem ser fraudadas, por que não apresenta logo tais provas? Qual o interesse em esperar até 2022? Se ganhar: ok! Se perder: caos? Vamos aceitar isso no Brasil também?”, questionou Célio em seu perfil no Twitter, nesta quinta.

No ano passado, durante palestra em Miami, nos Estados Unidos, Bolsonaro disse ter provas de fraude com as urnas eletrônicas na eleição de 2018. Ele alegou que deveria ter sido eleito em primeiro turno e que, no segundo turno, teria feito mais votos do que foi contabilizado.

Em abril, ao ser cobrado pela imprensa sobre a apresentação das provas, o presidente limitou-se apenas a dizer que o faria juntamente com um projeto de lei sobre o tema, sem mencionar qualquer data, além de ter alegado não ter obrigação de apresentá-las à imprensa.

VOTO IMPRESSO

O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) também criticou a declaração do presidente Jair Bolsonaro e a insistência no voto impresso.

“O capacho de Trump voltou a atacar a urna eletrônica e ameaçar o país. Bolsonaro é o criminoso que está anunciando que vai cometer um crime. Nós temos que deter esse golpista”.

“Bolsonaro defende o voto impresso porque sabe que ele favorece os currais eleitorais das milícias. Não importa se o eleitor não vai levar o comprovante para casa, o simples fato dele existir já vai ser usado pelos milicianos para espalhar o terror nas periferias”, afirmou o parlamentar.