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Parkinson: pacientes dizem que rede de saúde pública de Niterói não oferece remédios essenciais

Giovanni Mourão
·3 minuto de leitura

NITERÓI — No mês de conscientização do Mal de Parkinson, pacientes acometidos pela doença reclamam da falta de medicamentos na rede municipal de saúde. São remédios que, apesar de serem essenciais ao tratamento de boa parte dos enfermos, não foram incluídos na Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume), publicada pela prefeitura no Diário Oficial de 25 de agosto do ano passado.

Uma das prejudicadas é Maria Barbosa da Silva, de 89 anos. Sua filha, Marilza Barbosa, conta que a idosa é acompanhada pela unidade do Programa Médico de Família (PMF) do Engenho do Mato desde 2016, quando foi diagnosticada com a doença. Contudo, uma vez que a medicação receitada para sua mãe não consta no Remume, ela é obrigada a comprá-la mensalmente.

— O remédio indicado para o estágio da doença da minha mãe é o Prolopa BD 100/25mg. Mas a prefeitura só fornece o Prolopa 200/50mg, que não serve para ela porque não é BD: a forma de liberação do remédio é diferente no organismo. Na farmácia comum, o Prolopa BD varia entre R$ 40 e R$ 70, a caixa — explica a moradora do Engenho do Mato.

Ela conta que sua mãe passou mal quando usou a medicação fornecida pela prefeitura:

— Logo que minha mãe começou a usar o Prolopa do PMF, começou a ficar apática, com pressão baixa, movimentos lentos e tremores. Isso só mudou quando contei a situação para a médica e ela me receitou o Prolopa BD, que o município não tem.

Gasto de R$ 600 mensais

Assim como Marilza, Kátia Regina Flôres também sofreu com o problema. Sua mãe, Conceição da Silva Flôres, morreu em maio de 2020 em razão do avanço da doença degenerativa. Foi diagnosticada em 1998, morreu com 79 anos e nunca conseguiu o medicamento de que precisava no PMF da Engenhoca, onde era atendida.

— Minha mãe tomava Stalevo desde 2005. Ela precisava de três caixas por mês que, juntas, custavam cerca de R$ 600. Em 2015, enviei um requerimento à Fundação Municipal de Saúde (FMS) solicitando a compra. Desde então, passaram-se cinco anos, a minha mãe faleceu, e até ano passado eles me enrolavam dizendo que iriam abrir uma licitação. Até testamos outros remédios que estavam disponíveis gratuitamente, mas minha mãe não se adaptou. Eram três remédios diferentes que precisavam ser repartidos em pedaços. Ainda assim, o efeito não era o mesmo do Stalevo — conta a moradora de Itaipu.

Em 2017, diante da demora do município, Kátia resolveu pedir ajuda à Comissão de Saúde da Câmara Municipal, que no mesmo ano enviou um ofício à FMS, até hoje sem resposta, pedindo esclarecimentos da situação. No último dia 7 de abril, o presidente da comissão, vereador Paulo Eduardo Gomes (PSOL), encaminhou outro documento ao secretário de Saúde, Rodrigo Oliveira, questionando os critérios clínicos usados para inclusão de medicações na Remume. Mais uma vez foi ignorado.

A prefeitura diz que, por conta da grande demanda, o Prolopa BD 100/25mg foi incluído numa nova Remume, elaborada este ano, e que sua aquisição está em andamento. Diz ainda que o Stalevo não faz parte da lista por não gerar demanda considerável. Por fim, informa que a Remume atual também inclui outros remédios para Parkinson, como carbidopa 25mg e biperideno.

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