Mercado fechado
  • BOVESPA

    109.868,69
    +2.489,77 (+2,32%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    42.866,13
    +598,93 (+1,42%)
     
  • PETROLEO CRU

    44,93
    +1,87 (+4,34%)
     
  • OURO

    1.803,30
    -34,50 (-1,88%)
     
  • BTC-USD

    19.160,83
    +708,87 (+3,84%)
     
  • CMC Crypto 200

    380,34
    +10,59 (+2,86%)
     
  • S&P500

    3.635,16
    +57,57 (+1,61%)
     
  • DOW JONES

    30.039,98
    +448,71 (+1,52%)
     
  • FTSE

    6.432,17
    +98,33 (+1,55%)
     
  • HANG SENG

    26.588,20
    +102,00 (+0,39%)
     
  • NIKKEI

    26.165,59
    +638,22 (+2,50%)
     
  • NASDAQ

    12.075,00
    +169,75 (+1,43%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3957
    -0,0446 (-0,69%)
     

Parceiros comerciais da China reagem irritados a exames de coronavírus em alimentos

Por Dominique Patton e Emma Farge
·2 minuto de leitura
Mulher olha para frutos do mar em supermercado em Xangai
Mulher olha para frutos do mar em supermercado em Xangai

Por Dominique Patton e Emma Farge

PEQUIM/GENEBRA (Reuters) - Grandes países produtores de alimentos estão cada vez mais frustrados com a vigilância da China em produtos importados e estão fazendo um apelo para que o país pare com os exames agressivos de detecção de coronavírus, que alguns dizem equivaler a uma restrição comercial.

A China diz que flagrou o vírus em embalagens de produtos de 20 países, incluindo carne de porco alemã, carne bovina brasileira e pescado indiano, mas funcionários estrangeiros dizem que a falta de indícios das autoridades está prejudicando o comércio e afetando a reputação dos alimentos importados sem motivo.

Em uma reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) nos dias 5 e 6 de novembro, o Canadá classificou as verificações chinesas de alimentos importados e a rejeição de produtos que tiveram exames de ácido nucleico positivos como "restrições comerciais injustificadas" e instou o país asiático a interrompê-las, disse uma autoridade comercial radicada em Genebra a par da reunião que não quis ser identificada.

Com o apoio de Austrália, Brasil, México, Reino Unido e Estados Unidos, o Canadá argumentou que a China não forneceu uma justificativa científica para as medidas, disse a autoridade.

A missão canadense na OMC em Genebra não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

A China só intensificou a verificação de alimentos importados desde então.

Nesta semana, o Global Times, um tabloide apoiado pelo Partido Comunista governista chinês, insinuou que a presença do novo coronavírus em alimentos importados criou a possibilidade de o vírus, que muitos acreditam ter surgido na cidade chinesa central de Wuhan no final do ano passado, ter vindo do exterior.

A China começou a verificar alimentos importados resfriados e congelados para detectar o vírus em junho devido a um foco de infecções entre trabalhadores de um mercado atacadista de alimentos da capital.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) dize que nem alimentos, nem embalagens são rotas de transmissão conhecidas do vírus.

Mas a China, que praticamente erradicou a transmissão local da doença, diz que existe o risco de o vírus reentrar no país em produtos alimentícios.

A reação externa veio depois de meses de frustração crescente com a maneira como as autoridades alfandegárias e sanitárias vêm aumentando a verificação de importações – parceiros comerciais se queixam de que a prática não se alinha às normas globais.