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Paraguai prende envolvidos em corrupção; ação pode afetar mercado brasileiro

·4 minuto de leitura

Um esquema de corrupção na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina, foi alvo dos EUA na terça-feira (24). Três pessoas e cinco empresas foram acusadas de participar do processo, com operações em escala global, capaz de lavar centenas de milhões de dólares com apoio de autoridades e policiais.

A Lei Global Magnitsky de Direitos Humanos é usada pelo governo americano para punir aqueles que cometem atos de corrupção e abusos contra direitos humanos ao redor do mundo. As sanções previstas na norma foram aplicadas contra Kassem Mohamad Hijazi (brasileiro de origem libanesa), Khalil Ahmad Hijazi e Liz Paola Doldan González. Todos foram detidos.

Imagem: Divulgação/Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad)
Imagem: Divulgação/Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad)

Manuel Doldán, fiscal de assuntos internacionais do Paraguai, destaca que a prisão do trio resulta do trabalho de cooperação internacional constante. Para ele, a ação ocorreria a qualquer momento e, por razões estratégicas, a justiça americana fez o pedido agora.

Paralelamente, as empresas España Informática S.A., Emprendimientos Inmobiliarios Misiones S.A., Apolo Informatica S.A., Mundo Informatico Paraguay S.A. e Mobile Zone International Import-Export S.R.L. foram bloqueadas do sistema financeiro dos EUA.

Doldán diz que não havia ordem de prisão contra Kassem emitida pelo governo do país. Coincidentemente, uma equipe do Grupo de Ação Financeira da América Latina (Gafilat) estava no Paraguai.

Antony Blinken, secretário de estado americano, diz que a ação foi feita em coordenação com a agência de combate às drogas (DEA) e o Departamento de Segurança Interna (DHS) americanos. “Elas representam um esforço de todo o governo para combater a corrupção a Tríplice Fronteira."

Lavagem de dinheiro

De acordo com os EUA, Kassem atua como despachante aduaneiro desde pelo menos 2017 e comanda uma organização de lavagem de dinheiro com sede em Ciudad del Este. As investigações que levaram a essas conclusões foram conduzidas pela DEA e pelo escritório sobre crimes transnacionais do DHS.

O pedido de prisão foi apresentado pelo departamento de Justiça americano por vias diplomáticas. Agora, Kassem está à disposição para passar por um processo formal de extradição.

Segundo as autoridades, os fortes laços do acusado com políticos, policiais, promotores e corretores de câmbio locais proporcionam "segurança e poder econômico". Além disso, suas conexões com funcionários do governo permitem que ele evite a ação da lei.

Imagem: Reprodução/Envato/twenty20photos
Imagem: Reprodução/Envato/twenty20photos

Policiais do Departamento de Investigações e Grupo Especial de Operações da área de Alto Paraná recebem salário mensal para trabalhar para Kassem. Segundo o governo americano, a "Rede Hijazi" atua nos EUA, na América do Sul, na Europa, no Oriente Médio e na China.

A empresa España Informática S.A., em que Khalil é presidente, é usada por Kassem para importar equipamentos eletrônicos de fornecedores dos EUA e da China para o Paraguai. Os lucros são, então, movimentados por casas de câmbio e bancos paraguaios até serem enviados para EUA, China e Hong Kong, entre outros. O volume anual estimado de importação é de "várias centenas de milhões de dólares".

Pagamento de propinas

A acusada Liz é apontada como intermediária nos embarques para os EUA mediante o pagamento de propinas a funcionários da alfândega. Ela já havia sido alvo de uma operação da procuradoria anticorrupção do Paraguai em 2019.

O órgão realizou 15 operações simultâneas em Ciudad del Este e Assunção. O objetivo era desmontar uma suposta rede de importação de produtos eletrônicos dos EUA para posterior subvalorização em declarações de impostos e atividades de sonegação. O esquema gerou pelo menos US$ 675 milhões.

Imagem: Reprodução/Envato/DragonImages
Imagem: Reprodução/Envato/DragonImages

Historicamente, a Tríplice Fronteira é conhecida por seu ambiente financeiro atraente e permissivo para atividades criminais e terroristas. Existem muitas casas de câmbio sem registro, lavagem de dinheiro por meio do comércio e negócios de varejo nos segmentos de eletrônicos e automotivo.

Além disso, o uso de dinheiro em espécie é intenso e há grande volume de transferências para jurisdições de alto risco. Falta consciência sobre o financiamento de lavagem de dinheiro e terrorismo.

A ação na região pode afetar o mercado brasileiro de eletrônicos — muitos equipamentos vêm diretamente do Paraguai para o Brasil. Outros setores, como o automotivo, também podem sofrer, já que o país vizinho distribui mercadoria para diversos segmentos.

Fonte: Canaltech

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