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'Para Todos os Garotos': Netflix entendeu o que os adolescentes querem

Natália Bridi
·2 minuto de leitura
Para Todos os Garotos fecha trilogia coroando Netflix em conteúdo teen (Foto: Divulgação)
Para Todos os Garotos fecha trilogia coroando Netflix em conteúdo teen (Foto: Divulgação)

Até hoje John Hughes é sinônimo de adolescência no cinema. Por conta de plataformas como a Netflix, filmes como 'Clube dos Cinco' (1985) e 'Curtindo a Vida Adoidado' (1986) chegaram às novas gerações, da mesma forma como a TV os havia apresentado para quem cresceu entre a década de 1990 e o início dos anos 2000. A longevidade da filmografia do diretor e roteirista se deve, é claro, à qualidade única do seu trabalho, mas também a um fator bastante simples: demanda.

Hughes foi um dos poucos a tratar a adolescência além do “coming of age” (o gênero focado na passagem para a vida adulta), dando protagonismo aos anseios adolescentes e transformando situações simples, como matar aula na escola, ou um dia de detenção em aventuras. Ainda que seus filmes não estejam imunes ao teste do tempo em relação a diversas questões importantes como diversidade e representatividade, seu texto universal continua criando conexões diretas com o público. Foi aí que o algoritmo da Netflix percebeu o que faltava para conquistar uma nova fatia do mercado.

'Para Todos os Garotos que Já Amei' (2018), adaptação do livro de Jenny Han, foi um dos grandes destaques, ao lado de 'A Barraca do Beijo' (2018), dessa tentativa de olhar diretamente para o adolescente. Não há a preocupação de se criar uma grande lição de vida, mas sim de permitir que os fatos ganhem a proporção que têm nessa fase da vida. Se sua irmãzinha enviasse todas as suas cartas de amor para seus “crushes” secretos a reação seria certamente dramática, como bem mostrou Lara Jean (Lana Condor).

Entre o lançamento 'Para Todos os Garotos que Já Amei', cujo sucesso transformaria no primeiro capítulo de uma trilogia, e a estreia da sua conclusão, 'Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre' (2021), a Netflix se consolidou como o mais novo sinônimo de adolescência no entretenimento. Foram diversos filmes, como Dumplin' (2018), A Gente Se Vê Ontem (2019), O Date Perfeito (2019), entre outros; e séries, como 13 Reasons Why (2017–2020), Sex Education (2019–), Atypical (2017– ), Eu Nunca… (2020– ) e mais. Todos têm em comum a forma direta como conversam com seu público, independente da crítica “adulta” gostar ou não do resultado.

Não dá para dizer ainda se essas produções da Netflix terão a mesma longevidade da filmografia de John Hughes, mas entre tantos títulos há aqueles que certamente se destacam, seja pela personalidade diferente que trazem para o gênero ou pela nova perspectiva que apresentam sobre o que é ser adolescente na segunda década dos anos 2000. 

Por enquanto, o serviço de streaming está mais preocupado em atender essa parcela do mercado, uma demanda que, como diz o título da última aventura de Lara Jean, vai existir “agora e sempre”.