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Para Stuhlberger, fiscal não é tão ruim quanto mercados estão dizendo

·2 minuto de leitura
Moedas de reais

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - A situação fiscal brasileira não está "tão ruim" quanto os mercados estão dizendo, e não se aproveitam "coisas boas" a favor dos investidores, disse Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde e CEO e CIO da Verde Asset.

Ele reconheceu o impacto nos preços do "sério" problema dos precatórios de 2022, que se tornou conhecido pelo mercado no fim de julho, mas questionou por que os agentes financeiros não colocam nas contas a ideia de que, de acordo com seus números, o Brasil deve ter um estoque de dívida cerca de 1 trilhão de reais abaixo do esperado no momento mais pessimista do mercado durante a pandemia, quando se previu que a relação dívida/PIB bateria os 96%.

O famoso gestor lembrou que, antes da crise sanitária, a projeção era que a dívida/PIB chegasse ao fim do ano em 79%. Agora, a pesquisa Focus mostra estimativa de 82,1%. De acordo com ele, a Selic acumulada mais baixa e um deflator do PIB mais alto, além do crescimento acima do esperado da economia e um resultado primário melhor, explicam a melhora dos números da dívida bruta em relação a projeções anteriores.

"Claro que na perpetuidade, quando você coloca os programas sociais, populismo fiscal... isso pesa muito. Mas a gente está saindo da pandemia, em termos fiscais... Eu diria, assim, interessante que perante o que está acontecendo depois de 29 de julho (com a divulgação de notícias sobre os precatórios) não está sendo considerado. Nosso estoque de dívida está 1 trilhão de reais menor do que se esperava", disse em participação online em evento promovido pela Eleven Financial Research.

Segundo Stuhlberger, existe um problema "sério" do lado dos precatórios, com um Judiciário em que causas "se perdem", mas que agora o importante é saber quais serão os critérios sobre essas obrigações.

"Me parece que é importante a gente imaginar esses 40 bilhões de reais a mais que apareceram de precatórios são 'one-off' (isolados) ou se isso vai ter todo ano", disse.

O gestor disse que, nesse contexto em que "não se está aproveitando coisas boas em favor dos nossos mercados", os prêmios na curva longa de juros parecem, pelo menos, bem precificados --ou seja, não teriam por que piorarem mais.

"O juro longo (real) está perto de 5%, num momento em que, se Fed, ECB e BoJ não estiverem errados, o juro está negativo", disse, referindo-se aos bancos centrais de EUA, zona do euro e Japão, respectivamente.

"Mesmo considerando o 'flattening' (achatamento) da curva que já ocorreu, me parece que isso (melhora da dívida) está sendo desconsiderado vis-à-vis a antecipação do debate eleitoral", afirmou Stuhlberger.

"Nossa situação fiscal não é tão ruim quanto os mercados estão dizendo hoje", finalizou.

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