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Para Stiglitz, Europa demorou a lançar plano de reativação econômica

·3 minuto de leitura
O economista Joseph Stiglitz durante entrevista à AFP, em Paris, em 31 de agosto de 2015 (AFP/Eric Piermont)

Em entrevista à AFP, o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz considerou que a União Europeia (UE) deveria ter adotado um dispositivo parecido com seu atual megaplano de estímulo desde a crise da dívida em 2010 e advertiu sobre o possível retorno a uma política de austeridade.

Diante da pandemia do coronavírus, "a Europa uniu forças e criou um fundo de estímulo de 750 bilhões de euros [890 bilhões de dólares], algo que deveria ter sido feito durante a crise do euro em 2010", disse ele às vésperas do fórum The European House - Ambrosetti, em Cernobbio, norte da Itália.

Durante esta espécie de mini-Davos, às margens do lago Como, o ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, reconheceu, no sábado (4), que cabe aos europeus "modificar o que foi feito durante a crise do euro" e que, em 2008, "agimos com lentidão".

"Se voltarem para o velho método e se revelarem excessivamente rígidos em suas condições, e não fizerem a segunda parte", porque os objetivos propostos não foram alcançados, "alguns dos problemas solucionados poderão reaparecer", advertiu Stiglitz.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista à AFP:

- Um governo alemão flexível? -

Com seu sorriso irônico, o acadêmico de 78 anos ainda não perdeu o ânimo: "Talvez o futuro governo alemão seja mais flexível" do que os liderados por Angela Merkel. "Continua sendo uma questão em aberto", afirmou ele.

"Esperemos que, com Mario Draghi à frente", na Itália, e com "a Europa tomando consciência da importância da ação coletiva, a confiança seja suficiente" para garantir a execução do plano de recuperação do bloco, acrescenta o assessor do ex-presidente americano Bill Clinton.

Sobre a recuperação econômica na Europa, Stiglitz considera que "não é um milagre, nem uma recuperação automática", mas fruto de "uma política de estímulos".

Sem os planos de recuperação em nível europeu e nacional, a economia teria continuado a entrar em colapso, "com muito sofrimento e, provavelmente, sem recuperação", afirmou.

- O efeito Draghi -

Mas "o efeito Draghi" também foi notado: "Ter um primeiro-ministro e um governo, em que as pessoas confiam, ajuda" a reativar a máquina, argumentou o ex-economista-chefe do Banco Mundial.

O crescimento italiano pode chegar a 6% este ano, segundo alguns economistas, uma recuperação espetacular para o país. Em 2020, a Itália viu seu Produto Interno Bruto (PIB) despencar 8,9%, devido à pandemia e a uma economia que já vinha se desacelerando nos últimos 20 anos.

Stiglitz disse estar "muito otimista" com a capacidade de Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), de lançar as reformas desenvolvidas no plano de recuperação do bloco.

"Estou confiante em que Draghi e seu governo terão sucesso e acredito que isso será benéfico para toda Europa", que deve demonstrar "uma flexibilidade razoável".

De acordo com o acadêmico, a inflação não é motivo de preocupação, pelo menos por enquanto, após chegar a 3% na zona do euro como resultado da reativação maciça.

"À primeira vista, a inflação parece transitória. Se fosse menor, temos uma ferramenta, o aumento dos juros, algo que seria bom para a economia", completou.

Em última análise, "deveríamos realmente dar as costas para a taxa de juros zero que está em vigor há 12 anos" e "restabelecer uma mais normal". Mas ainda é "muito cedo" para isso, avaliou.

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