Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.113,93
    +413,26 (+0,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.726,98
    +212,88 (+0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,07
    -0,39 (-0,61%)
     
  • OURO

    1.777,30
    +10,50 (+0,59%)
     
  • BTC-USD

    56.738,53
    -5.460,66 (-8,78%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.398,97
    +7,26 (+0,52%)
     
  • S&P500

    4.185,47
    +15,05 (+0,36%)
     
  • DOW JONES

    34.200,67
    +164,68 (+0,48%)
     
  • FTSE

    7.019,53
    +36,03 (+0,52%)
     
  • HANG SENG

    28.969,71
    +176,57 (+0,61%)
     
  • NIKKEI

    29.683,37
    +40,68 (+0,14%)
     
  • NASDAQ

    14.024,00
    +10,00 (+0,07%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6943
    -0,0268 (-0,40%)
     

Para que serve o Censo? Entenda como corte na pesquisa afeta sua vida

Redação Finanças
·3 minuto de leitura
c
Os dados de população do censo são utilizados para os repasses do Fundo de Participação dos Municípios
  • Realização do censo demográfico é lei no Brasil desde 1991

  • Pesquisa é importante para programas como o Bolsa Família e Auxílio Emergencial

  • Campanhas de vacinação também precisam do censo

O censo demográfico, previsto para ocorrer em 2021 com um orçamento de R$ 2 bilhões, sofreu um corte de R$ 1,76 bilhão, e a pesquisa pode só ocorrer após as eleições de 2022. O maior problema desse adiamento é que o censo é uma ferramenta importante para a elaboração de políticas públicas.

O censo ou recenseamento demográfico é um estudo estatístico de uma população que possibilita o recolhimento de várias informações, como o número de homens, mulheres, crianças e idosos, onde e como vivem as pessoas. A última pesquisa do tipo feita no Brasil foi em 2010.

Leia também:

Os dados de população do censo são utilizados para os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que muitas vezes é a principal fonte de receitas das cidades pequenas, e também para uma série de outras transferências da União para estados e municípios. 

Em 2019, do montante total cerca de R$ 396 bilhões que foram transferidos pela União a estados e municípios, cerca de R$ 251 bilhões (65% do total), foram transferências que consideraram dados de população. 

A pesquisa também é importante como um instrumento de regulação da democracia representativa, já que a contagem da população permite a determinação dos públicos-alvo de todas as políticas públicas nos âmbitos federal, estadual e municipal. 

Para a vacinação, essencial neste momento de pandemia, o censo demográfico permite detalhar a população em risco (por idade e sexo) para campanhas de imunização, destacando as condições de infraestrutura domiciliar e arranjos domiciliares que favorecem maior ou menor difusão do contágio, por exemplo.

jh
Depois da pressão do governo federal, o instituto teve que enxugar a pesquisa, e o custo passou para R$ 2,3 bilhões

Protesto

O censo demográfico é lei no Brasil, a legislação determina que ele deve ser realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a cada dez anos. São coletados dados sobre renda, educação, acesso a serviços, perfil das famílias.

O último censo foi realizado em 2010, mas o previsto para o ano passado foi adiado por causa da pandemia. Se tivesse sido realizado, já seria com um orçamento bem menor do que os R$ 3,4 bilhões pedidos pelo IBGE.

Depois da pressão do governo federal, o instituto teve que enxugar a pesquisa, e o custo passou para R$ 2,3 bilhões. O orçamento previsto pelo governo para a realização do censo neste ano era de R$ 2 bilhões.

Mas em seu parecer final, que ainda será votado na Comissão Mista de Orçamento, o relator, senador Márcio Bittar (MDB), cortou R$ 1,7 bilhão, e o que sobra não é suficiente para bancar a pesquisa. 

Em uma carta aberta, divulgada na última segunda-feira (22), ex-presidentes do IBGE defenderam a realização da pesquisa. "Uma alteração de última hora na proposta orçamentária para 2021 ameaça cancelar o Censo Demográfico decenal que deveria ter sido feito no ano passado", diz.

"Nosso último censo ocorreu em 2010, e, sem ele, o Brasil se junta ao Haiti, Afeganistão, Congo, Líbia e outros estados falidos ou em guerra que estão há mais de 11 anos sem informação estatística adequada para apoiar suas políticas econômicas e sociais", completa o documento.