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Para juíza, Eike Batista usou conhecimento sobre mercado de capitais “de modo nocivo”

Rafael Rosas

Empresário demonstrou “fascínio incontrolável por riquezas” e “ambição desmedida”, escreveu A juíza Rosália Monteiro Figueira, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, afirmou, na sentença que condenou Eike Batista a oito anos de prisão em regime semiaberto, que, “de modo nocivo”, o empresário utilizou seu conhecimento sobre o mercado de capitais, bem como sua influência no meio político.

O empresário foi considerado culpado por manipulação de mercado em processo que analisou informações prestadas ao mercado a respeito do potencial de reservas de petróleo da OGX, então pertencente ao empresário.

Eike Batista

Jorge William/Agência O Globo

No mesmo processo, também foram condenados o ex-presidente da OGX, Paulo Mendonça, a 5 anos e 10 meses de prisão em regime semiaberto, e o ex-diretor da OGX Marcelo Faber Torres, a 5 anos e 7 meses em regime semiaberto.

Para a juíza, Eike demonstrou “fascínio incontrolável por riquezas” e “ambição desmedida”.

“O réu, ao operar à margem das normas reguladoras, impôs intenso risco ao bem jurídico tutelado, em razão do inestimável prejuízo causado aos investidores e ao mercado de capitais nacional e internacional”, afirmou na decisão, datada de terça-feira.