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Para Guaidó, EUA manterá pressão contra Maduro independentemente de Trump

Federico Parra
·2 minutos de leitura
Juan Guaidó, líder venezuelano da oposição autoproclamado presidente interino da Venezuela, durante coletiva de imprensa em Caracas, em 17 de junho de 2020
Juan Guaidó, líder venezuelano da oposição autoproclamado presidente interino da Venezuela, durante coletiva de imprensa em Caracas, em 17 de junho de 2020

O líder da oposição venezuelana Juan Guaidó disse nesta sexta-feira que está confiante de que os Estados Unidos manterão pressão contra o líder socialista Nicolás Maduro, independentemente de o presidente Donald Trump ser reeleito em 3 de novembro. 

“A grande aposta de Maduro hoje, com a qual engana seu entorno é mostrar que se qualquer opção perder ou ganhar nos Estados Unidos ele poderia se sair um pouco melhor”, disse Guaidó, reconhecido como presidente da Venezuela por Washington e outros cinquenta governos. 

“Seu problema não é com a Casa Branca, seu problema é com o Departamento de Justiça (...), você é apontado por narcotráfico e o terrorismo”, acrescentou ele em entrevista à seção de Transparência Internacional no país caribenho, em referência ao presidente chavista. 

Presidente do Parlamento, único poder controlado pela oposição na Venezuela, Guaidó respondeu assim a uma pergunta sobre se uma eventual derrota eleitoral de Trump para o democrata Joe Biden colocaria em risco o apoio dos EUA a uma proposta de estabelecer "um governo de emergência" sem Maduro, levando a "eleições livres". 

Os Estados Unidos foram o primeiro país a reconhecer Guaidó quando ele reivindicou a presidência interina da Venezuela em janeiro de 2019, depois que a maioria da oposição legislativa declarou Maduro um "usurpador", acusando-o de ter sido reeleito em uma fraude. 

A justiça dos Estados Unidos acusou o presidente de "narcoterrorismo" e ofereceu uma recompensa de 15 milhões de dólares por ele. 

“Tenho que agradecer profundamente ao governo do presidente Trump” por “apoiar a causa venezuelana”, disse Guaidó nesta sexta-feira. 

O líder está à frente de um boicote dos principais partidos políticos da oposição contra as eleições de 6 de dezembro na Venezuela para eleger um novo Parlamento. 

A retirada de cerca de trinta grupos de oposição ocorreu depois que o Supremo Tribunal de Justiça (TSJ), de linha oficial, nomeou novas autoridades eleitorais, atribuição da unicameral Assembleia Nacional. 

Posteriormente, o tribunal anulou as diretrizes de vários partidos rivais de Maduro, incluindo o de Guaidó, e entregou o controle dessas organizações aos opositores do chefe do parlamento. 

Os Estados Unidos anunciaram que irão ignorar estas eleições e a União Europeia pediu o seu adiamento, por considerar que não garantem um processo "transparente".

erc/atm/gfe/cc