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Para ex-economista do Fed, é preciso ajustar política monetária

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O economista que ajudou a mudar a forma como o Federal Reserve avalia as expectativas de inflação de longo prazo diz que, no nível atual, o banco central americano precisa começar a preparar as bases para encolher seu amplo programa de compras de títulos.

Como responsável pela análise de mercado financeiro e monetária no Conselho de Governadores do Fed quase duas décadas atrás, Brian Sack e colegas defenderam o uso de um indicador futuro das expectativas de inflação para ajudar a orientar as políticas. Agora diretor de economia global do fundo de hedge D.E. Shaw & Co., Sack diz que a chamada inflação implícita de cinco anos dos EUA atingiu um nível em que mais avanços seriam problemáticos para o banco central.

A taxa, que exclui parte dos efeitos de curto prazo que influenciam os preços ao consumidor, atingiu 2,55% no mês passado, o maior nível em sete anos. Esse nível se traduz em uma média acima de 2% ao ano durante o período de cinco anos com início em 2026 no indicador de preços que o Fed de fato usa como meta. Portanto, o banco central está efetivamente a caminho de atingir seu objetivo de inflação média de 2% aos olhos dos investidores.

A recuperação em relação aos níveis ultrabaixos vistos durante o impacto inicial da pandemia é benéfica, diz Sack. Mas um avanço muito maior arriscaria empurrar as expectativas de inflação para níveis que tornariam mais difícil para o Fed cumprir o duplo objetivo de preços estáveis e pleno emprego.

“As expectativas de inflação já subiram para um nível consistente com o objetivo do Fed, então minha opinião é que o Fed não deve permitir que subam mais”, disse Sack, que também comandou anteriormente o grupo de mercados do Fed de Nova York. “Pode ser hora de ajustar a mensagem da política para refletir isso.”

O ajuste na sinalização já pode ter começado. Algumas autoridades do Fed indicaram que a hora de debater a redução das compras de títulos pode estar próxima. O Fed atualmente adiciona ao balanço US$ 80 bilhões em Treasuries e cerca de US$ 40 bilhões em títulos lastreados em hipotecas todos os meses para apoiar o crescimento e manter os mercados funcionando sem problemas. O banco central dos EUA não deve ajustar esse ritmo na reunião da próxima semana.

Debate

A maioria das autoridades do Fed insiste que as pressões inflacionárias atuais são principalmente o resultado transitório dos desequilíbrios entre a oferta e a demanda em meio à recuperação da economia. Indicadores recentes também estão excepcionalmente elevados quando comparados aos níveis muito baixos registrados um ano atrás.

No domingo, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse à Bloomberg News que o presidente Joe Biden deve levar adiante os planos de gastos de US$ 4 trilhões, mesmo que isso estimule uma inflação que persista no próximo ano e taxas de juros mais altas. Mas Yellen afirmou que os pacotes não seriam suficientes para causar uma aceleração da inflação.

Economistas como Roger Bootle, Jason Furman e Lawrence Summers estão menos confiantes de que a aceleração da inflação será temporária. Summers, por exemplo, alertou que, além da pressão do estímulo e da demanda reprimida, os custos crescentes de moradia, serviços médicos e mão de obra também pesarão.

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©2021 Bloomberg L.P.

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