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Para El Salvador e para as criptomoedas, de hoje em diante é “independência, ou morte”

Projeto

Veio direto do jovem presidente Nayib Bukele (40), entusiasta das criptomoedas, a ideia que se transformou em projeto concreto. Mesmo com muita resistência, seus bons números de aprovação popular se somaram à maioria governista no parlamento para que a decisão histórica fosse aprovada.

O governo comprou as primeiras 400 Bitcoins por cerca de US$ 20 milhões (R$ 103,4 milhões na cotação atual), além de separar US$ 130 milhões para apoiar a operação.

A população fará suas transações e pagamentos por meio da carteira digital Chivo. Para incentivar seu uso, cada usuário que se cadastrasse na plataforma com um número de documento pessoal salvadorenho receberá US$ 30 (0,00064 BTC) em sua conta.

Foram disponibilizados também 200 novos caixas eletrônicos capazes de converter os bitcoins em dólares sem qualquer pagamento de taxa.

O presidente defende que, além da aposta feita no crescimento da criptomoeda por si só, a nova opção poderá poupar até U$ 400 milhões em taxas referentes a transações internacionais, seja no envio ou recebimento de remessas.

Incertezas e pressões externas marcam primeiro dia

Bukele também foi à público algumas vezes para tentar esclarecer questões referentes à Bitcoin, mas as pesquisas indicam que o povo de El Salvador ainda se sente muito distante tanto da compreensão de como funciona efetivamente a moeda digital, quanto da aceitação dessa novidade como um todo.

Isso porque de acordo com pesquisa feita pela Universidade Centro-Americana (UCA), praticamente 90% dos salvadorenhos declararam saber “nada ou pouco” sobre a criptomoeda, enquanto de cada 10 entrevistados, 7 se opuseram à sua adoção.

Muitas outras críticas e receios surgiram de dentro e de fora das fronteiras de El Salvador. Primeiramente, por conta da volatilidade da moeda, que num espaço de dois meses – entre maio e abril – viu seu valor despencar de US$ 64 mil para quase US$ 30 mil.

Além disso, como já era de se esperar, a decisão afastou o país da América Central dos principais órgãos reguladores da economia. Os mais de US$ 1 bilhão em financiamentos esperados para o país via Fundo Monetário Internacional (FMI) estão cada vez mais distantes.

De quebra, existe o temor de que a adoção da criptomoeda possa expor o país à ainda mais problemas referentes ao crime organizado, podendo corroborar com a lavagem de dinheiro e demais subterfúgios capazes de facilitar transações ilícitas.

Em meio à prós e contras, o primeiro dia do Bitcoin em El Salvador não foi necessariamente fácil. Além dos problemas de superlotação dos servidores da Chivo terem tirado a carteira virtual do ar em muitos momentos, o dia foi de queda na cotação do ativo, que abriu na casa dos U$57 mil e desvalorizou em mais de US$ 10 mil ao fechar em US$ 47 mil (com expectativa de mais queda nos primeiros momentos da quarta-feira).

Entretanto, Bukele, que já tinha comprado mais 200 Bitcoins na segunda (6), anunciou via Twitter que o país adquiriu mais 150 moedas durante a baixa deste dia histórico, mas turbulento.

E assim a situação deve seguir. Com pressão de gigantes internacionais, desconfiança popular, sustentação dos ideais por parte do governo e, principalmente, olhares curiosos vindos de todo o mundo.

El Salvador se coloca no mapa ao ousar para tentar acelerar sua historicamente conturbada economia, enquanto o experimento pode ser o tão aguardado divisor de águas para as criptomoedas. Seja no sucesso ou no fracasso, o mercado nunca mais será o mesmo.

This article was originally posted on FX Empire

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