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Para conter inflação, Banco Central decide por alta mais forte e sobe taxa básica de juros para 5,25%

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA — Com olho nas expectativas de inflação de 2022, o Banco Central (BC) subiu a taxa básica de juros de 4,25% para 5,25% nesta quarta-feira. Foi a quarta alta seguida na Selic, que estava em 2% no início deste ano.

O aumento de 1 ponto percentual (p.p) foi maior do que o sinalizado na reunião anterior do Comitê de Política Monetária (Copom). Em junho, o aceno foi de um aumento de 0,75 p.p com a ressalva de que uma piora nas expectativas poderia levar a altas maiores.

Apesar disso, a subida mais intensa já era esperada pelo mercado financeiro justamente por conta das sucessivas altas nas expectativas de inflação para 2021 e 2022.

A última vez que o BC decidiu por uma alta de juros de 1 p.p em uma única reunião foi em março de 2003, quando subiu a Selic de 25,5% para 26,5%.

Na época da última reunião do Copom, a projeção de inflação para 2021 era de 5,82% e para 2022, 3,34%, abaixo da meta de 3,5% estipulada para o próximo ano. Já no relatório Focus mais recente, que reúne as projeções do mercado, as estimativas estavam em 6,79% para este ano e 3,81% para o próximo.

O principal objetivo do Banco Central é atingir a meta e o instrumento para isso é a taxa Selic. Ao aumentar os juros, o crédito tende a diminuir, assim como o consumo, o que diminui a inflação. No entanto, esse efeito demora de seis a nove meses para chegar na economia real.

Trajetória de alta

Para a próxima reunião marcada para setembro, o BC sinalizou uma nova alta de 1 p.p, elevando a Selic para 6,25% ao ano. Nesse patamar, os juros se aproximam do nível considerado “neutro”, que não estimula nem prejudica a atividade econômica. Economistas calculam que esse valor está entre 6% e 7%.

A atual expectativa do mercado é que a Selic termine 2021 em 7% ao ano e continue nesse patamar no próximo ano. No entanto, o BC sinalizou na reunião desta quarta-feira que os juros devem ficar acima do patamar considerado neutro.

"Esse ajuste também reflete a percepção do Comitê de que a piora recente em componentes inerciais dos índices de preços, em meio à reabertura do setor de serviços, poderia provocar uma deterioração adicional das expectativas de inflação".

A trajetória de alta nos juros acontece ao mesmo tempo em que os índices de inflação subiram mês após mês. Em junho, a alta acumulada de 12 meses ficou em 8,35%, bem acima da meta de 3,75% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Mesmo com o intervalo de tolerância de 1,5 p.p para cima ou para baixo, a inflação deve acabar o ano acima do teto da meta, em 6,79%, de acordo com o relatório Focus.

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