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Para Bia Kicis, postura de Bolsonaro poderia ser diferente: “Um pouco de delicadeza para comigo”

Deputada Bia Kicis ficou sabendo que estava fora do cargo de vice-líder pela imprensa (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) afirmou que soube que estava fora da vice-liderança do governo pela imprensa. Após votar contra o Fundeb, ela foi tirada do cargo pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na avaliação da deputada, o presidente poderia ter sido mais delicado com ela.

“O presidente poderia ter tido mais um pouco mais de delicadeza para comigo, ter me informado para eu não saber pela imprensa”, disse Bia Kicis ao Correio Braziliense. No entanto, a deputada deixou claro que não considerou traição por parte de Bolsonaro.

Bia Kicis justificou que votou segundo convicções próprias e sabia que isso não mudaria o resultado da votação. “Optei por fazer uma objeção de consciência. Mas respeito a decisão do presidente de trocar a liderança. Só gostaria que tivesse feito de outra forma”, afirmou.

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O que mais incomodou a deputada foi não ter sido notificada diretamente por Bolsonaro sobre a decisão. Ao longo da entrevista ao Correio Braziliense, ela reforçou diversas vezes que recebeu a informação pela imprensa.

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Na opinião da deputada federal, como a votação acontecia na Câmara, e ela era vice-líder no Congresso, ela não estava no cargo governista, mas como uma “parlamentar normal”.

Bia Kicis frisou que, mesmo fora da vice-liderança do governo, segue “completamente aliada ao presidente”. “Posso ficar triste, chateada, mas é impossível romper com ele. O presidente costuma dizer ‘Ah, você é minha irmãzinha’. Irmãos às vezes têm rusgas, brigam, têm ruídos, mas tudo fica bem.”