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Para Barclays e UBS, nem Fed nem ômicron vão segurar as bolsas

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- A retórica mais dura do banco central dos EUA e a propagação da variante ômicron do coronavírus dificilmente inviabilizarão a recuperação nos mercados de ações, afirmaram estrategistas do Barclays e do UBS Global Wealth Management na terça-feira, se juntando aos otimistas após algumas semanas turbulentas nas bolsas.

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“A economia global aprendeu a conviver melhor com cada onda de Covid e esperamos que o padrão permaneça amplamente consistente no caso dessa variante”, escreveram estrategistas do Barclays liderados por Matthew Joyce em nota a clientes. E enquanto o BC americano (Federal Reserve) “redefiniu as expectativas” nas últimas semanas em relação à retirada dos estímulos, “é improvável que os aumentos de juros irão além do que já está precificado”, afirmaram.

As bolsas europeias e americanas avançam nesta terça-feira. A recuperação vem após semanas de intensa volatilidade diante da identificação da ômicron e de alertas pelo presidente do Fed, Jerome Powell, de que a instituição pode reduzir as compras de ativos em ritmo acelerado.

“Nosso cenário básico é que o mercado voltará a focar na perspectiva positiva para o crescimento econômico e os lucros”, disse Mark Haefele, diretor de investimentos do UBS Global Wealth Management. “Os investidores devem considerar se o momento traz uma boa oportunidade para adicionar quem sai ganhando com o crescimento global e foi afetado negativamente nos últimos dias — incluindo a Zona do Euro, o Japão e os setores de energia e finanças.”

Bolsas europeias e americanas bateram sucessivos recordes este ano, em resposta à campanha de vacinação contra o vírus, medidas de estímulo e uma recuperação econômica robusta após o tombo causado pela pandemia. O cenário básico para a maioria dos estrategistas é que a ômicron não levará à imposição de novas medidas de lockdown e, portanto, seu impacto na atividade econômica e nos mercados de ações será insignificante.

A pressão do Fed para restringir a liquidez tem causado mais preocupação. O Morgan Stanley citou o fator como principal obstáculo para as bolsas. O Goldman Sachs Group alertou os investidores para a possibilidade de maior volatilidade no final do ano.

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