Mercado fechado
  • BOVESPA

    114.064,36
    +1.782,08 (+1,59%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.464,27
    +125,93 (+0,25%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,18
    -0,12 (-0,16%)
     
  • OURO

    1.748,20
    -1,60 (-0,09%)
     
  • BTC-USD

    44.741,88
    +1.546,95 (+3,58%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.121,46
    +12,54 (+1,13%)
     
  • S&P500

    4.448,98
    +53,34 (+1,21%)
     
  • DOW JONES

    34.764,82
    +506,50 (+1,48%)
     
  • FTSE

    7.078,35
    -5,02 (-0,07%)
     
  • HANG SENG

    24.510,98
    +289,44 (+1,19%)
     
  • NIKKEI

    30.194,97
    +555,57 (+1,87%)
     
  • NASDAQ

    15.324,00
    +20,50 (+0,13%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2280
    +0,0030 (+0,05%)
     

Para além do ruído, agentes devem olhar para fiscal inegavelmente melhor, diz Campos Neto

·2 minuto de leitura
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fala em entrevista coletiva

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, chamou a atenção nesta terça-feira para a melhora nos indicadores fiscais do país, ressaltando que o pano de fundo para a dívida bruta é hoje "inegavelmente melhor" do que há alguns meses, e não apenas por causa do impacto da inflação.

Em participação no evento Expert XP, ele insistiu que o mercado precisa olhar "para além do ruído" e frisou que a expectativa para o resultado primário no próximo ano é de "número muito próximo ao que imaginávamos antes da pandemia".

Campos Neto reiterou que barulho mais recente em torno da questão fiscal se deve à percepção do mercado de que a PEC dos Precatórios e a própria reforma do Imposto de Renda tinham como principais objetivos viabilizar um Bolsa Família mais robusto no que vem.

"Entendo sensibilidade do mercado a esse tema, mas na figura mais ampliada estamos num movimento fiscal que teve alguma melhora", disse, acrescentando que os números estão melhores do que o mercado tem tomado como verdade.

Para Campos Neto, a inflação ajuda na melhor trajetória para a dívida bruta que é hoje esperada para o país, mas há um "bom pedaço" desse movimento que não está ligado ao aumento de preços na economia.

Em apresentação, ele apontou que a perspectiva para a dívida bruta é de que fique em 82,1% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, conforme dados do boletim Focus, colhido pelo BC junto a economistas.

Em novembro do ano passado, a expectativa era de que o indicador chegaria a 95,8% do PIB. Ao decompor essa diferença, o BC atribuiu uma queda de 5,5 pontos à inflação, de 3,8 pontos à redução do déficit primário projetado e de 2,5 pontos pelo PIB real.

O BC considerou ainda uma diminuição de 3,2 na linha "outros", que inclui erros de aproximação, e um aumento de 1,2 ponto pela elevação dos gastos com juros, em meio ao ciclo de aperto monetário que está conduzindo.

INFLAÇÃO

Ainda sobre a inflação, Campos Neto avaliou que o tema é "obviamente uma preocupação", assinalando que o descolamento das expectativas de mercado para o IPCA no próximo ano subiu em relação às projeções da autoridade monetária.

O mercado espera uma inflação de 3,93% para 2022, segundo mediana do último relatório Focus --que reúne projeções de mais de cem economistas--, enquanto o BC estima um IPCA de 3,5% em seu cenário básico.

Campos Neto disse que o BC tem sido o mais transparente possível na comunicação oficial de como enxerga o problema inflacionário, olhando de perto a inflação de serviços.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos