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Para 57% dos brasileiros, condenação de Lula no caso do tríplex foi justa, aponta Datafolha

·4 minuto de leitura
SAO PAULO, BRAZIL - MARCH 10: Former Brazilian President Lula da Silva holds a press conference at the metalworkers' union building in Sao Bernardo do Campo, in Sao Paulo, Brazil on March 10, 2021. (Photo by Cris Faga/Anadolu Agency via Getty Images)
Ex-presidente Lula discursou em 10 de março, um dia após a decisão de Fachin de anular sentenças de Moro (Foto: Cris Faga/Anadolu Agency via Getty Images)
  • 57% dos brasileiros acham que a condenação no caso do tríplex foi justa

  • 51% dos entrevistados do Datafolha foram contra a decisão de Edson Fachin

  • 51% não querem que Lula concorra à presidência, enquanto 47% querem

Para 57% dos brasileiros, a condenação do ex-presidente Lula (PT) no caso do tríplex foi justa. É o que mostra uma pesquisa Datafolha feita entre os dias 15 e 16 de março, com 2.023 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

O petista foi sentenciado a 9 anos e 6 meses na cadeia. Na segunda instância, a pena foi revisada para 12 anos 1 um mês. O Superior Tribunal de Justiça confirmou a condenação, mas diminuiu a pena para 8 anos e 10 meses. Lula ficou 580 dias preso.

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Segundo o Datafolha, 38% consideram que a decisão foi injusta e 5% não souberam responder.

Sobre a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, de anular todas as sentenças contra Lula, 51% dos entrevistados acreditam que ele agiu mal, enquanto 42% concordaram com a decisão; 6% não souberam responder. A decisão diz respeito aos processos do tríplex, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula.

Em 9 de março, de forma monocrática, Fachin julgou que os processos contra Lula não deveriam ser julgados na vara de Curitiba. Por isso, Lula recuperou os direitos políticos. O assunto ainda será apreciado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.

Sobre a elegibilidade de Lula, 51% dos brasileiros não querem que ele concorra, enquanto 47% querem.

Relembre a decisão de Fachin

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou todas as condenações do ex-presidente Lula (PT) na Justiça Federal do Paraná, que diziam respeito à Operação Lava Jato. Com a decisão de Fachin, Lula fica fora da Lei da Ficha Limpa e volta a ser elegível. Na eleição de 2018, o petista concorreria ao cargo, mas foi impedido.

Para o ministro do STF, a Justiça Federal do Paraná é considerada incompetente para julgar os casos que envolvem o tríplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e também do Instituto Lula. Segundo Fachin, a 13ª Vara Federal de Curitiba não seria "juiz natural" dos processos.

Agora, os processos serão analisados pela Justiça Federal do Distrito Federal. O órgão será responsável por decidir se os atos já realizado nos três processos podem ser reaproveitados ou validados.

Em um levantamento divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo, Lula aparece à frente de Bolsonaro em potencial de votos para a eleição de 2022. No levantamento, realizado pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), 50% dos entrevistados disseram que votariam com certeza ou poderiam votar em Lula se ele se candidatasse novamente à Presidência, e 44% afirmaram que não o escolheriam de jeito nenhum.

Suspeição de Moro

Apesar do pedido do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de adiamento da análise da suspeição do ex-juiz Sergio Moro na Segunda Turma, Gilmar Mendes optou por seguir com sua decisão inicial desta 9 de março e pautar a suspeição do ex-juiz Sergio Moro no caso do tríplex de Guarujá, envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vistas no processo de suspeição contra o ex-juiz Sérgio Moro durante julgamento que acontece na Segunda Turma da Corte. Com isso, o julgamento foi paralisado e a decisão final sobre o processo foi adiada.

Até o momento, já votaram contra a suspeição de Moro os ministros Carmen Lucia e Edson Fachin, quando o julgamento foi iniciado, em dezembro de 2018, e Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, nesta terça, que votaram pela suspeição do ex-juiz da Lava Jato.

Lula candidato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Sílva (PT) afirmou na última sexta-feira (19) que não "vê problemas" em concorrer novamente à Presidência da República nas eleições de 2022. Em entrevista ao jornal francês Le Monde, Lula disse que o principal objetivo do pleito é impedir uma reeleição de Jair Bolsonaro (sem partido).

No entanto, o petista disse "não saber" se será realmente candidato em 2022. Para ele, tudo dependerá de um consenso de lideranças à esquerda sobre a indicaçã do seu nome, além do seu "estado físico" e de de saúde.

"Eu tenho 75 anos. Em 2022, na época das eleições, terei 77. Se eu ainda estiver em plena forma, e for estabelecido um consenso entre os partidos progressistas deste país para que eu seja candidato, bem, não verei nenhum problema em ser!, afirmou ao jornal.

Além disso, Lula disse que, por ter sido presidente em duas oportunidades, pode apoiar "alguém em boa posição". "O mais importante é não deixar Jair Bolsonaro governar mais este país", garantiu.