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Pará é campeão de desmatamento, mas ritmo acelera em Roraima, aponta Inpe

Daniela Chiaretti

Segundo o diretor do instituto, Roraima pode estar se tornando uma nova fronteira de desmatamento O Pará responde por quase 40% do total do desmatamento de 9.762 km² da Amazônia em 2018/2019, de acordo com Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Foram desmatados no Estado 3.862 km2 de floresta entre 1º de agosto de 2018 e 31 de julho de 2019.

Em segundo lugar ficou o Mato Grosso, com 1.685 km², ou 17, 2% do total. Somados ao desmate nos Estados do Amazonas (14,5%) e Rondônia (12,7%), os quatro representaram 84% do desmatamento da Amazônia.

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Roraima foi o Estado com maior avanço no ritmo do desmatamento, com 617 km² no período. Embora o número absoluto não seja tão grande, impressiona o avanço no ritmo do desmate no período, em relação ao anterior (216,4%).

"Roraima pode estar se tornando uma nova fronteira de desmatamento e merece atenção", disse o diretor do Inpe, Darcton Policarpo Damião. Ele assumiu o instituto interinamente depois da saída do diretor Ricardo Galvão, em agosto.

Em Roraima há diversas reservas indígenas, inclusive a terra indígena ianomami e a Raposa Serra do Sol.

O presidente Jair Bolsonaro menciona constantemente em seu discurso a terra ianomami, comparando a sua dimensão com a do Rio de Janeiro e declarando sua intenção de abri-la para mineração. Ele não diz, contudo, que terras indígenas pertencem à União, com usufruto dos índios.

A abertura de terras indígenas para mineração depende de aprovação do Congresso.