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Paquistão e Índia se comprometem a respeitar cessar-fogo na Caxemira

·2 minuto de leitura
Um soldado paquistanês monta guarda na Linha de Controle na vila de Abdullah Pur, na Caxemira, controlada pelo Paquistão

O Paquistão e a Índia se comprometeram a encerrar as repetidas violações do cessar-fogo em sua disputada fronteira na Caxemira após meses de alta tensão, anunciaram os exércitos dos dois países em um comunicado conjunto divulgado nesta quinta-feira (25).

"As duas partes concordaram em cumprir estritamente todos os acordos, arranjos e cessar-fogo ao longo da Linha de Controle e em outros setores com efeito imediato" a partir da meia-noite de quarta-feira, segundo o comunicado.

Os bombardeios e tiroteios são frequentes ao longo da linha de cessar-fogo de 740 km, também conhecida como Linha de Controle (LoC, Line of Control), que separa Caxemira Livre (Paquistão) de Jammu e Caxemira (Índia) e que serve, há décadas, de fronteira entre as duas potências nucleares.

Invariavelmente, as duas partes se culpam mutuamente por violações regulares do cessar-fogo.

Nova Délhi acusa o Paquistão de ter violado o acordo de cessar-fogo de 2003 mais de 5.000 vezes no ano passado, um recorde desde sua entrada em vigor, e lamenta a morte de cerca de vinte civis.

Por sua vez, o Paquistão reprova a Índia por mais de 3.000 violações do acordo em 12 meses, além de 29 mortes e 250 feridos entre civis, além de centenas de casas danificadas ou destruídas.

A Caxemira foi dividida entre a Índia e o Paquistão desde sua independência da Coroa britânica e a partição em 1947.

Desde então, foi a causa de duas das três guerras entre os dois países vizinhos.

Os dois Estados reivindicam a totalidade desta região do Himalaia - habitada principalmente por muçulmanos, onde a Índia também enfrenta uma insurgência separatista há mais de trinta anos que causou a morte de milhares de pessoas, principalmente civis.

Segundo os habitantes desta região, as tensões aumentaram a partir de fevereiro de 2019, quando a Índia organizou um ataque aéreo em território paquistanês em retaliação a uma ação terrorista suicida que tirou a vida de 40 soldados indianos na Caxemira.

A Índia afirma que os bombardeios do Paquistão são usados para encobrir as crescentes tentativas de infiltração através da linha de demarcação para fomentar uma insurgência contra o poder indiano.

A Caxemira indiana está sob vigilância de alta segurança desde que o partido nacionalista hindu Bharatiya Janata (BJP) revogou seu status de semi-autonomia e a colocou diretamente sob a autoridade do governo nacional em agosto de 2019.

Segundo observadores, nem a Índia nem o Paquistão têm pressa em encontrar uma solução. O governo nacionalista hindu e a administração muçulmana em Islamabad são irredutíveis em suas posições.

bur-ds/cyb/jhd/msr/mar/mr