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Papel higiênico agora é brinde cobiçado em Cingapura e Hong Kong

David Ramli e Abhishek Vishnoi

(Bloomberg) -- No arriscado mundo dos brindes dos centros financeiros da Ásia, canetas Montblanc e carteiras de couro estão fora de moda. Mas papel higiênico e máscaras cirúrgicas são, definitivamente, o presente perfeito.

Com os temores do novo coronavírus (Covid-19) se espalhando por toda a região, farmácias e supermercados de Hong Kong e Cingapura começam a ficar sem suprimentos básicos, como papel higiênico, papel toalha, desinfetante para as mãos e, especialmente, máscaras.

Isso criou uma oportunidade para provedores de serviços financeiros que procuram impressionar clientes e fortalecer relações. A divisão de Cingapura do IG Group, um provedor de negociações on-line, distribuiu pacotes com máscaras da N95 da 3M, termômetros digitais e frascos de antisséptico Dettol.

O IG começou a distribuir os brindes depois que Cingapura elevou o alerta viral para laranja, um nível crítico. O que começou como uma ideia divertida da administração local rapidamente se expandiu e agora a equipe e clientes estão recebendo os pacotes no escritório e por correio. Os brindes chegaram no momento certo, já que alguns bancos do distrito financeiro estão evacuando escritórios e pedindo que funcionários trabalhem de casa.

“Tudo começou como precaução para amigos e familiares e outros começaram a perguntar como obter máscaras e outras coisas”, disse Terence Tan, chefe de desenvolvimento de negócios do IG Asia. “Então pensamos: por que não conseguir essas coisas para nossa equipe e clientes?”

Ele disse que os primeiros pacotes para clientes foram despachados nesta sexta-feira e outros serão enviados à medida que os suprimentos adicionais chegarem.

O americano Joel Werner administra o hedge fund Solitude Capital Management em Hong Kong. Em 10 de fevereiro, ele comprou o equivalente a 216 rolos de papel higiênico na Amazon.com depois que sua família tentou em vão encontrar algum em Hong Kong. Só o envio custou US$ 200, mas Werner acha que valeu a pena. Ele ficou com metade do pedido e planeja dar a outra metade a amigos e colegas.

“Agora, é um presente melhor do que vinho”, disse.

--Com a colaboração de Sheridan Prasso e Bei Hu.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: David Ramli em Pequim, dramli1@bloomberg.net;Abhishek Vishnoi Singapore, avishnoi4@bloomberg.net

Para entrar em contato com os editores responsáveis: Katrina Nicholas, knicholas2@bloomberg.net, Jodi Schneider

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