Mercado fechará em 1 h 59 min
  • BOVESPA

    95.365,19
    -3,57 (-0,00%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    36.921,12
    -472,59 (-1,26%)
     
  • PETROLEO CRU

    35,88
    -1,51 (-4,04%)
     
  • OURO

    1.869,90
    -9,30 (-0,49%)
     
  • BTC-USD

    13.532,99
    +377,62 (+2,87%)
     
  • CMC Crypto 200

    266,23
    +23,55 (+9,70%)
     
  • S&P500

    3.301,27
    +30,24 (+0,92%)
     
  • DOW JONES

    26.595,12
    +75,17 (+0,28%)
     
  • FTSE

    5.581,75
    -1,05 (-0,02%)
     
  • HANG SENG

    24.586,60
    -122,20 (-0,49%)
     
  • NIKKEI

    23.331,94
    -86,57 (-0,37%)
     
  • NASDAQ

    11.318,25
    +185,50 (+1,67%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7278
    -0,0066 (-0,10%)
     

Pantanal pode levar 50 anos para se recuperar, diz pesquisadora

Colaboradores Yahoo Notícias
·2 minutos de leitura
Foto: Myke Sena/picture alliance via Getty Images
Foto: Myke Sena/picture alliance via Getty Images

O Pantanal, considerado maior bioma úmido do mundo, pode levar até 50 anos para se regenerar após os incêndios que ainda atingem a região, de acordo com a professora Cátia Nunes da Cunha, pós-doutora em Ecologia da Vegetação pelo Instituto Max-Planck da Alemanha e pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso.

“Se tivermos a cada ano uma chuva facilitadora, sem incêndios, acredito que em cerca de 30 anos é possível restaurar. Mas pulando para outro conjunto de flora, as matas ciliares e floresta inundável, isso muda. Essas florestas têm baixa resiliência quanto a incêndios, e para elas são necessárias novas avaliações. Acreditamos que a regeneração poderá levar em torno de 50 anos – e, se a intensidade do incêndio for ainda mais grave do que estamos vendo, poderá levar mais tempo”, avalia a especialista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Leia também:

Segundo Cátia Nunes, o incêndio com estas proporções “é uma situação nova até para os pesquisadores”. Ela projeta o futuro do bioma a curto prazo.

“Um dos cenários nos leva na direção de que, em breve, teremos no Brasil os efeitos de La Niña, que já entrou em atividade. Demora a chegar ao Pantanal, mas suponho que teremos períodos futuros secos. É possível ainda ter a paisagem do Pantanal começando a rebrotar, mas podem nascer ali espécies não desejáveis, daninhas e resistentes”, afirma.

A professora diz que a situação mais preocupante na regeneração do Pantanal é das florestas secas: “Elas tiveram sua expansão na América do Sul nos períodos geológicos mais secos e entraram também no Pantanal. Suportam seca, mas não têm tanta habilidade para resistir aos incêndios”.

Cátia Nunes prevê uma recuperação do Pantanal condizente com o tipo de solo e de vegetação em cada parte do bioma.

“No Pantanal, a recuperação varia de acordo com as características de cada macrohabitat. Há aqueles com predominância de espécies do Cerrado, onde campos têm gramíneas com folhagens duras e com sistemas de rizomas subterrâneos mais resistentes ao fogo As árvores têm estratégias de proteção, cascas grossas e uma série de situações adaptativas. Nesse tipo de ambiente, vejo regeneração promissora”, analisa.