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Devastação sem fim: Pantanal registra maior número mensal de focos de incêndios na história

·2 minutos de leitura
Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images
Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images

As queimadas seguem castigando um dos principais biomas do Brasil. O Pantanal já alcançou o número mensal mais alto de focos de incêndio desde o início da série histórica do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), iniciada em 1998: foram 6.048 pontos de queimadas registrados entre 1º e a última quarta-feira (23). O recorde mensal anterior era de agosto de 2005, com 5.993 focos.

Na comparação com 2019, o mês de setembro de 2020 registra uma alta de 109%. O número de focos neste mês está 211% acima da média histórica do Inpe para setembro, que é de 1.944 pontos registrados de queimadas.

Antes dos recordes negativos registrados em setembro, agosto e julho já haviam registrados históricas de devastação.

Mesmo restando pouco mais de três meses, 2020 já ultrapassou também o recorde de queimadas em um ano para o bioma: 16.201 focos assinalados desde janeiro até a última quarta-feira. A marca máxima anterior era de 2005, com 12.536 em todo o ano. A alta é de aproximadamente 29%.

As chamas já destruiram 85% do Parque Estadual Encontro das Águas (local de proteção para onças pintadas). De acordo com o Inpe, até dia 31 de agosto, havia uma perda de 12% do bioma neste ano.

Além das críticas ao desmonte da fiscalização promovido pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido), outro problema agrava a situação. A região sofre com uma falta de chuvas que configura o maior período de estiagem em quase 50 anos.

Além do Pantanal, a Amazônia segue batendo recorde negativos de devastação. Na comparação com setembro de 2019, o bioma registra alta de 42% em focos de incêndio.

Quando o período analisado é o ano inteiro, 2020 também já supera 2019 nos incêndios na região amazônica: aumento de 8,3%, mesmo ainda restando três meses para o fim do ano.