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Pandora Papers: América Latina tem 14 presidentes envolvidos

·3 minuto de leitura
Três presidentes atuais e 11 aposentados, 90 políticos nos escalões superiores do poder, congregações religiosas inteiras, artistas mundialmente famosos, bilionários e até o governador de um banco central; na América Latina, uma constelação de figuras influentes fez uso de paraísos fiscais ao longo dos anos. REUTERS/Ueslei Marcelino
  • Paulo Guedes e Roberto Campos Neto estão envolvidos nas investigações

  • Três presidentes e 11 ex-mandatários foram listados pelo Pandora Papers

  • Uma das regiões mais desiguais do mundo sofre com corrupção de políticos

Três presidentes atuais e 11 aposentados, 90 políticos nos escalões superiores do poder, congregações religiosas inteiras, artistas mundialmente famosos, bilionários e até o governador de um banco central; na América Latina, uma constelação de figuras influentes fez uso de paraísos fiscais ao longo dos anos, segundo informações vazadas no Pandora Papers.

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Apesar de habitar a região perseguida por mais desigualdade do que em qualquer outro lugar do mundo, membros de sua elite usaram uma rede de trustes, empresas de fachada e registros comerciais opacos em lugares como as Ilhas Virgens Britânicas e o Panamá para manter uma parte substancial de seus ativos do escrutínio público.

Embora os resultados da investigação tenham um impacto global, eles são particularmente impactantes na América Latina, onde cerca de US$ 40 bilhões (R$ 220 bilhões) são desviados para paraísos fiscais a cada ano.35 presidentes ou ex-presidentes que aparecem nos documentos, 14 são desta região. A maioria é conservadora. Entre eles estão três chefes de Estado ativos, todos empresários ricos: o chileno Sebastián Piñera, o equatoriano Guillermo Lasso e o dominicano Luis Abinader. Também participam onze ex-presidentes, como César Gaviria e Andrés Pastrana da Colômbia, Pedro Pablo Kuczynski do Peru, Porfirio Lobo de Honduras, Horacio Cartes do Paraguai e Juan Carlos Varela, Ricardo Martinelli e Ernesto Pérez Balladares, todos do Panamá.

Paulo Guedes e Roberto Campos Neto são citados nos papéis

No Brasil, os Pandora Papers lançam luz sobre a atuação dos dois homens mais poderosos do setor econômico do país: o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Nenhum deles divulgou suas atividades offshore ao público antes de assumir posições que envolvam decisões sobre esses tipos de investimentos. Esse possível conflito de interesses é particularmente pertinente no caso do ministro da Economia, que promoveu uma reforma tributária para reduzir a pressão sobre o dinheiro privado nos paraísos fiscais.

Guedes, 72 anos, está cotado como acionista da Dreadnoughts International Group, empresa registada nas Ilhas Virgens Britânicas. É o que é conhecido no jargão financeiro como empresa de prateleira: firmas que são abertas em paraísos fiscais, mas podem permanecer inativas por anos, esperando que alguém lhes dê um propósito. Os documentos mostram que Guedes, que é o guru econômico do presidente Jair Bolsonaro, e uma das figuras mais polêmicas do país por suas ligações com a elite financeira, teve pelo menos US $ 8 milhões (€ 6,89 milhões) investidos na empresa em 2014, registado em seu nome, o de sua esposa, Maria Cristina Bolivar Drumond Guedes, e o de sua filha, Paula Drumond Guedes. Em resposta à investigação, Guedes enviou comunicado à revista Piauí assinalando que essas atividades “foram devidamente declaradas ao fisco e demais órgãos competentes, inclusive sua participação na empresa Dreadnoughts International Group”. O comunicado também diz: “Suas ações sempre respeitaram a legislação pertinente e foram pautadas pela ética e pela responsabilidade”.

Enquanto isso, o presidente do banco central, Campos Neto, é dono de duas empresas, Cor Assets e ROCN Limited, ambas registradas no Panamá em sociedade com sua esposa, a advogada Adriana Buccolo de Oliveira Campos. O objetivo declarado das empresas era investir em ativos financeiros do Santander Private Bank, na qualidade de membro da sua diretoria. As outras empresas opacas são a Peacock Asset, administrada pela Goldman Sachs, e que foi descoberta na investigação do Bahama Leaks em 2016; e Darling Group, uma empresa de “administração imobiliária”.

Assim como Guedes, o presidente do banco central afirma ter declarado todo o seu dinheiro no exterior à Comissão de Ética da Presidência da República, ao fisco brasileiro e ao próprio banco central. Ele também insiste que construiu seu “patrimônio com a renda adquirida em 22 anos de trabalho no setor financeiro”.

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