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Pandora assume postura ética contra diamantes extraídos

Christian Wienberg
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A Pandora, maior fabricante de joias do mundo, não utilizará mais diamantes extraídos em minas, descartando outra matéria-prima marcada por questões éticas.

Agora, a empresa usará diamantes fabricados em laboratórios. No ano passado, a empresa disse que deixaria de usar ouro e prata recém-extraídos. Embora diamantes extraídos tenham sido usados apenas em cerca de 50 mil peças da Pandora no ano passado - de um total de cerca de 85 milhões de itens -, a medida reflete uma maior demanda por sustentabilidade.

A Pandora, com sede em Copenhague, disse na terça-feira que lançará sua primeira coleção com pedras produzidas em laboratório no Reino Unido e que visa outros mercados em 2022.

“Para os millennials em particular, a consciência do que é um diamante criado em laboratório é significativamente maior do que para a geração mais velha, então é uma questão de educação também”, disse o CEO da Pandora, Alexander Lacik, em entrevista por telefone. “Estão mais preocupados com os aspectos da sustentabilidade.”

Apesar de décadas de transformação, o mercado de joias continua a ser afetado por relatos de abusos de direitos humanos em minas e fábricas. Para abordar essas preocupações, no ano passado a Tiffany começou a fornecer aos clientes detalhes de diamantes recém-originados e registrados individualmente que traçam o caminho de uma pedra até a mina. Varejistas e produtores de diamantes desenvolvidos em laboratório proliferaram nos últimos anos, oferecendo pedras sustentáveis que também são mais baratas do que o tipo extraído.

As vendas globais de diamantes caíram 15% em 2020 devido aos lockdowns, restrições de viagens e incertezas econômicas, de acordo com pesquisa da Antwerp World Diamond Center e Bain & Co. A produção de diamantes brutos encolheu 20% em 2020, e os preços caíram 11%.

As vendas - e os preços - dos diamantes se recuperaram este ano. A De Beers vendeu mais de US$ 1,6 bilhão em diamantes brutos, o maior valor desde 2018. De acordo com a De Beers, a maior empresa de diamantes do mundo, os mais jovens permanecem leais às pedras extraídas e representam cerca 65% da demanda global.

Os diamantes de laboratório da Pandora são desenvolvidos a partir de carbono com mais de 60% de energia renovável, em média, uma proporção que deve aumentar para 100% no próximo ano.

Crescimento

O relatório da Bain mostra que o mercado de pedras criadas em laboratório tem registrado crescimento de dois dígitos, pois clientes mais jovens têm particular interesse em identificar produtores sustentáveis. Também constatou que sustentabilidade, transparência e bem-estar social “são questões prioritárias” para consumidores e investidores.

Não são apenas os clientes que focam cada vez mais em sustentabilidade. A unidade de gestão de ativos de Nordea disse recentemente que planeja investir apenas em ativos que atendam aos padrões ambientais, sociais e de governança, ou ESG na sigla em inglês.

A Pandora também destacou o preço como um fator por trás da decisão. As pedras desenvolvidas em laboratório custam cerca de 30% das extraídas e, com a mudança, joias com diamantes se tornarão acessíveis a mais consumidores, disse.

“Fizemos muitas pesquisas no mundo todo para garantir que essa proposta possa realmente atingir nossa base de clientes existente”, disse Lacik.

Os diamantes produzidos em laboratório terão as mesmas características físicas das pedras extraídas, disse a Pandora. A nova coleção incluirá anéis, pulseiras, colares e brincos, segundo a empresa.

O foco da Pandora em métodos de produção sustentáveis coincidiu com um aumento considerável de seu valor de mercado. Somente no ano passado, o valor investido pelos acionistas da empresa mais do triplicou. E nesta semana, a Pandora aumentou a estimativa lucro para refletir o crescimento das vendas mais rápido do que o esperado.

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©2021 Bloomberg L.P.