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Pandemia tem efeito negativo em 33,5% das empresas no Brasil, aponta IBGE

Alessandra Saraiva
·5 minutos de leitura

Pesquisa mostra que empresas de todos os portes sinalizaram melhora na percepção de suas atividades em meio à pandemia Rovena Rosa/Agência Brasil Em um total de 3,4 milhões de empresas em funcionamento no país na 2 quinzena de agosto, 37,9% informaram que a pandemia teve efeito pequeno ou inexistente nas suas atividades. Entretanto, 33,5% informaram efeito negativo - enquanto 28,6% atestaram efeito positivo. É o que mostrou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua pesquisa Pulso Covid-19 nas Empresas, com dados sobre a segunda quinzena de agosto de 2020. Para o IBGE, a pesquisa mostra que empresas de todos os portes sinalizaram melhora na percepção de suas atividades em meio à pandemia, iniciada em março desse ano. A avaliação partiu de Flavio Migheli, gerente da pesquisa Pulso Covid-19 nas Empresas. “Obviamente, isso está relacionado ao processo de flexibilização de atividades na economia”, pontuou. O instituto detalhou que 43,2% das empresas de setor de serviços e 40,3% das empresas industriais sentiram impacto pequeno ou inexistente. Já as empresas de construção foram as que mais sentiram impactos negativos (40%), seguida por empresas de comércio (36%), com destaque para empresas do comércio varejista (39,7%). Em contrapartida, o levantamento mostrou ainda que o efeito da pandemia foi positivo para 47,5% das empresas de comércio de veículos, peças e motocicletas. A percepção nas vendas de produtos ou serviços em decorrência da pandemia foi pequena ou inexistente para 34,7% das empresas consultadas pelo IBGE. No levantamento, 32,9% informaram diminuição de vendas em meio à pandemia. Já 32,2% detalharam que as vendas aumentaram com a pandemia. A alta nas vendas foi percebido por 40,3% das empresas de porte médio. O impacto nas vendas foi pequeno ou inexistente para 47,5% das grandes empresas, e 34,6% das pequenas empresas. Migheli comentou que o destaque positivo ficou com companhias das regiões Norte e Nordeste em melhora na percepção de vendas. Por regiões, o efeito de aumento nas vendas na segunda quinzena de agosto foi percebido por empresas de Nordeste (58,6%), Norte (44%); e Centro-Oeste (40,5%). No Sul (40,6%) e Sudeste (36%), predominaram os relatos de quedas nas vendas. Quanto ao pessoal ocupado, segundo o IBGE, 85% das empresas mantiveram pessoal (ou 2,9 milhões de companhias), enquanto 8,1% reduziram o quadro de pessoal; e 6,3% aumentaram número de empregados. Entre as 280 mil empresas que reduziram quantidade de empregados, 56,8% ou 159 mil diminuíram em até 25% seu quadro de pessoal. 25,7% das empresas informaram adoção de trabalho domiciliar, ou seja, o chamado "home office", de acordo com o IBGE. Essa foi a menor parcela observada na série da pesquisa, iniciada na 1ª quinzena de junho. Na edição imediatamente anterior da pesquisa, referente à 1ª quinzena de agosto, essa fatia era maior, de 32,3%. Migheli informou ainda que, na 2ª quinzena de junho, essa fatia chegou a atingir 42,5% no levantamento. Ele comentou que essa diminuição no porcentual desse tópico, no levantamento, tem a ver com a flexibilização nas atividades econômicas, iniciada nos últimos dois meses nas principais capitais, após a adoção de medidas restritivas a partir de março - como forma de inibir contaminação por covid-19. "Na medida em que as atividades [econômicas] voltam, temos então menor incidência dessa ação [de trabalho domiciliar", afirmou. Comércio tem dificuldade em acessar fornecedores Em meio à pandemia iniciada em março, as empresas de comércio foram as que mais sentiram dificuldades em acessar fornecedores na segunda quinzena de agosto. No levantamento, 66,7% das empresas de comércio consultadas para a pesquisa informaram dificuldade de acesso a fornecedores de insumos, matérias-primas ou mercadorias - enquanto em indústria esse percentual, para essa mesma resposta, ficou em 51,8%. Na construção, essa parcela foi de 40,6% e, em serviços, 26%. Migheli comentou que a sondagem não permite dizer, exatamente, a razão principal pelo qual o comércio foi tão mais afetado por dificuldade de acesso a fornecedores. “Pode ser atraso ou entrega de encomenda; comportamento mais conservador [da indústria] em aumentar produção; aumento de preço na porta de fábrica, como aumento de custos; ou gargalo logístico”, enumerou. Última edição da pesquisa A edição da Pesquisa Pulso Covid-19 nas Empresas, referente à segunda quinzena de agosto, foi a última edição do levantamento, segundo Migheli. Ele informou que o planejamento do instituto para essa análise era previsto apenas para durar três meses. Migheli disse que esse levantamento era um "projeto excepcional". "Como era um projeto excepcional, entrou dentro de uma programa em que não havia planejamento anterior. Nossos projetos normalmente são planejados com um ano de antecedência", afirmou o técnico, acrescentando que vários analistas foram deslocados de outras tarefas para trabalhar na pesquisa, e agora retornam às suas funções regulares. Alessandro Maia Pinheiro, analista do IBGE, reiterou que, desde o início do planejamento do instituto para a pesquisa Pulso, a ideia era realizar somente seis rodadas da pesquisa, para "medir impacto de curto prazo nas empresas" com a economia afetada negativamente pela pandemia. Os dois foram questionados se, com o seu término, a pesquisa Pulso poderia fornecer dados finais sobre fechamento de empresas brasileiras desde o início da pandemia. Ambos os especialistas foram taxativos ao informar que, por questões metodológicas, o levantamento não serviria para fornecer esse dado. A pesquisa mais adequada para medir esse dado seria o Cadastro Central de Empresas (Cempre), cuja edição mais recente tem ano de referência de 2018. A próxima edição desse levantamento, que compreenderia ano de 2020, ainda não tem data específica de divulgação, informou o IBGE.