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Pandemia reduz número de mulheres em bancos do Reino Unido

Stefania Spezzati e Harry Wilson
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Mais mulheres do que homens deixaram os bancos britânicos durante a pandemia, minando as promessas do setor de se tornar mais diversificado.

O número de mulheres nos cinco maiores bancos do Reino Unido encolheu 3% durante 2020, de acordo com dados compilados pela Bloomberg News, enquanto os homens viram um declínio de cerca de 2,1% à medida que os bancos avançaram com cortes de custos antes planejados e se adaptaram à Covid-19.

No NatWest Group, os cargos ocupados por mulheres caíram 9% em comparação com uma queda de 5,2% para os homens. O Standard Chartered manteve aproximadamente o mesmo número de homens, mas o número de mulheres diminuiu 2,2%. Os bancos -- junto com Barclays, Lloyds Banking e HSBC Holdings -- empregam cerca de meio milhão de pessoas em todo o mundo.

A divisão acentuada entre os gêneros tem uma variedade de causas. Os bancos britânicos passaram anos fechando agências -- que são ocupadas principalmente por mulheres -- ao verem os clientes migrando para serviços online. Essa tendência se acelerou durante o isolamento.

Algumas mulheres também estão pedindo demissão, em vez de serem demitidas. No Standard Chartered, a lacuna entre as perdas de empregos masculinos e femininos “provavelmente está relacionada ao fato de que as crianças estavam sendo educadas em casa e que o fardo familiar ficou desproporcionalmente com as mulheres”, o CEO Bill Winters disse em teleconferência com repórteres.

“Infelizmente, não podemos fazer tudo”, disse Jayne-Anne Gadhia, que chefiou o Virgin Money e liderou uma revisão governamental de mulheres em cargos financeiros seniores.

Redução global

Esse problema não é exclusivo das finanças britânicas. A Deloitte descobriu que 70% das mulheres trabalhadoras em nove das maiores economias acreditam que sofrerão atraso nas carreiras pela interrupção causada pela pandemia. Milhões de mulheres deixaram a força de trabalho dos EUA e a proporção de mulheres ocupando cargos nos pregões de Wall Street permanece baixa. No Reino Unido, dados oficiais apontam que a pandemia está interrompendo um aumento de longo prazo no emprego feminino.

E há uma área das finanças britânicas em que as mulheres tiveram desempenho superior no ano passado: promoções para liderança sênior. Após a revisão de Gadhia sobre o déficit em 2016, mais de 300 empresas, incluindo os cinco principais bancos assinaram compromisso para contratar mais executivas.

No entanto, o fluxo de mulheres experientes pode ser interrompido pela pandemia. “Se continuarmos a perder mulheres no mercado de trabalho, a indústria ficará cada vez mais longe de preencher essa lacuna”, disse Jessica Clempner, diretora da consultoria Oliver Wyman, que também publicou pesquisa sobre o assunto.

Seria um erro perder o foco no problema durante a recuperação da pandemia, segundo Gadhia -- mesmo que “no curto prazo, pode ser inevitável” que os bancos fiquem para trás em seus objetivos de diversidade. “O que acontece a seguir não é inevitável.”

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