Mercado fechado
  • BOVESPA

    115.202,23
    +2.512,05 (+2,23%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    46.342,54
    +338,35 (+0,74%)
     
  • PETROLEO CRU

    66,28
    +2,45 (+3,84%)
     
  • OURO

    1.698,20
    -2,50 (-0,15%)
     
  • BTC-USD

    48.140,80
    +671,27 (+1,41%)
     
  • CMC Crypto 200

    982,93
    +39,75 (+4,21%)
     
  • S&P500

    3.841,94
    +73,47 (+1,95%)
     
  • DOW JONES

    31.496,30
    +572,16 (+1,85%)
     
  • FTSE

    6.630,52
    -20,36 (-0,31%)
     
  • HANG SENG

    29.098,29
    -138,50 (-0,47%)
     
  • NIKKEI

    28.864,32
    -65,78 (-0,23%)
     
  • NASDAQ

    12.652,50
    +197,50 (+1,59%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7780
    -0,0079 (-0,12%)
     

Pandemia provoca grandes prejuízos para Shell e outros gigantes do petróleo

Jean-Baptiste OUBRIER
·3 minuto de leitura
(Arquivo) Posto Shell em Etlham, ao sudeste de Londres

Depois da BP e dos grandes grupos de petróleo nos Estados Unidos, o grupo anglo-holandês Royal Dutch Shell anunciou nesta quinta-feira (4) um prejuízo colossal de 21,7 bilhões de dólares em 2020, ilustrando o impacto brutal da pandemia no mercado.

Os valores são inéditos e contrastam de forma espetacular com as dezenas de bilhões de dólares de lucros que as 'majors' petroleiras registraram nos anos anteriores.

A BP, rival britânica da Shell, anunciou na terça-feira um prejuízo de 20,3 bilhões de dólares.

A americana ExxonMobil registrou a primeira perda anual de sua história recente, com resultado negativo de 22,4 bilhões de dólares. Também nos Estados Unidos, a Chevron teve prejuízo de US$ 5,5 bilhões.

A francesa Total anunciará os resultados na próxima semana.

O setor foi devastado pela queda no consumo de petróleo e gás devido à pandemia de covid-19, que paralisou a economia mundial durante grande parte do ano, com uma demanda que seguirá em baixa durante muito tempo.

Durante os primeiros confinamentos em 2020, os preços do petróleo registraram quedas históricas e chegaram a entrar em área negativa por alguns momentos em abril.

A partir do outono (hemisfério norte, primavera no Brasil), as cotações se recuperam e se aproximaram dos 50 dólares, mas ainda permanecem abaixo do nível do início de 2020

- Ativos depreciados -

A Shell havia registrado lucro líquido de 15,8 bilhões de dólares em 2019, antes do início da crise de saúde.

As contas da Shell sofreram sobretudo durante o segundo trimestre por grandes depreciações de seus ativos para refletir a situação do mercado, o que representou uma perda de mais de 18 bilhões de dólares.

O grupo voltou ao cenário positivo durante o terceiro trimestre, antes de registrar novamente perdas de quatro bilhões de dólares no quarto trimestre por causa das depreciações.

A pandemia abalou o mercado de petróleo e as grandes empresas foram obrigadas a adaptar-se aos preços persistentemente baixos, o que reduziu o valor de seus ativos.

O grupo anglo-holandês mantém a prudência para o início de 2021 e espera um impacto negativo da pandemia na demanda de combustíveis.

A Shell prevê, no entanto, um aumento de seu dividendo no primeiro trimestre de 2021 na comparação com o último trimestre de 2020. No pior momento da crise de saúde, a empresa decidiu reduzir o dividendo, o que aconteceu pela primeira vez desde os anos 1940.

- Neutralidade de carbono -

O grupo deseja reduzir drasticamente seus custos, com o corte de 7.000 a 9.000 postos de trabalho até 2022.

A Shell tomou "decisões difíceis, mas decisivas", afirmou o CEO da empresa, Ben van Beurden.

"Saímos de 2020 com um balanço financeiro mais sólido, dispostos a acelerar em nossa estratégia e para preparar o futuro do mercado de energia", completou.

A Shell se viu obrigada a iniciar uma profunda reestruturação que deve permitir a adaptação da empresa a preços menores e cumprir seu objetivo de adotar atividades mais "verdes", assim como alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

Van Beurden elogiou os compromissos climáticos do novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. "Temos vontade de trabalhar com sua administração pois temos o mesmo objetivo, ser neutros em carbono até 2050", afirmou.

A empresa pretende investir de 2 a 3 bilhões de dólares por ano - quase 10% de seus investimentos - no período 2021-2025 em energias limpas ou de escasso impacto de carbono.

A Shell investe há alguns anos no setor de energia elétrica e tem como objetivo ambicioso - anunciado antes da pandemia - se tornar a maior empresa do mundo na área, no início da década de 2030.

jbo/ved/spi/me/tjc/fp