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Pandemia no Brasil se estabiliza em platô de mais de 2.500 mortos por dia

·2 minuto de leitura
Paciente usa nova tecnologia não invasiva para reduzir a necessidade de intubação no setor de covid-19 do Hospital Centenário em São Leopoldo, Brasil, 16 de abril de 2021

A pandemia do coronavírus se estabilizou no Brasil há uma semana em um platô elevado de mais de 2.500 óbitos por dia, após vários meses de aumentos vertiginosos nas curvas de mortes e contágios.

"Aparentemente, os números deram uma estabilizada, mas o nível dessa estabilidade que a gente esta começando a observar é preocupante, com numero de óbitos ainda extremamente elevado", disse à AFP Mauro Sánchez, epidemiologista da Universidade de Brasília (UnB).

Segundo país mais castigado pela pandemia em números absolutos, com cerca de 385.000 mortos, o Brasil registrou uma média de 2.580 falecimentos diários nos últimos sete dias. Esta cifra se mantém abaixo dos 3.000 desde 15 de abril.

A média diminuiu nesta quinta-feira, com 2.027 mortes em 24 horas, no dia seguinte de um feriado nacional. Nestes casos, os boletins enviados por vários estados ao Ministério da Saúde costumam sofrer atrasos.

A média semanal de contágios diários, que superou os 75.000 no fim de março, caiu para menos de 65.000.

O número de óbitos e contágios começou a aumentar exponencialmente a partir de janeiro, devido sobretudo à circulação da variante amazônica, a P1, considerada mais contagiosa. No começo de abril, houve dias com mais de 4.000 mortos.

Mauro Sánchez advertiu para o risco de que a curva volte a subir, após as aglomerações da Semana Santa, cujos efeitos só são sentidos semanas depois.

"Pode ter agora o efeito da Páscoa, pode ser que essa estabilidade seja temporária e a gente tenha outra subida", afirmou.

Mas este especialista teme, sobretudo, que o Brasil tenha entrado mais uma vez em um platô interminável, como aconteceu no ano passado, quando o país teve uma média de mais de mil mortes diárias entre junho e agosto.

"Com a segunda onda a subida foi muito brusca, muito repentina, principalmente desde a virada do ano e chegamos a este nível muito alto. Não podemos banalizar estas cifras e dizer que um dia com 2.500 mortos é algo bom", acrescentou.

Há várias semanas, as medidas restritivas começaram a ser suspensas em muitos estados, entre eles em Rio de Janeiro e São Paulo.

"Mesmo quando há uma pequena flexibilização, mesmo que não faça grande diferença, como a abertura de bares duas horas mais tarde, manda uma mensagem para a população As pessoas começam a relaxar e a se expor mais", concluiu Sánchez.

O presidente Jair Bolsonaro, que minimizou reiteradamente a pandemia, é alvo de críticas por sua gestão da crise sanitária.

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) começará a investigar na próxima semana as supostas "omissões" do seu governo.

O Brasil já tem a pior taxa de Brasil de mortalidade das Américas e do hemisfério sul, com 181 mortes por covid-19 por 100.000 habitantes, à frente dos Estados Unidos (172).

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