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Pandemia faz Chilli Beans mudar estratégia e apostar em óculos de grau

Larissa Coldibeli
·3 minutos de leitura
Caito Maia, CEO e fundador da Chilli Beans (Foto: Divulgação)
Caito Maia, CEO e fundador da Chilli Beans (Foto: Divulgação)

A quarentena transformou os hábitos de consumo e fez com que os óculos de grau passassem a ter mais importância nas vendas da Chilli Beans. A rede, que tem mais de 900 lojas, mudou seu mix de produtos: desde maio, quando as lojas começaram a reabrir após o período de isolamento social, os óculos de grau representam 50% do portfólio. Antes, eram apenas 20%.

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“Na pandemia, as pessoas estão muito tempo dentro de casa, nas telas de computador, celular e TV. Com isso, aumentou a demanda por óculos de grau”, diz Caito Maia, fundador e CEO da Chilli Beans.

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A percepção do empresário está correta. Os casos de miopia estão aumentando entre a população por causa de mudanças no estilo de vida, como menos tempo em espaços abertos e mais em telas. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estimava 1,95 bilhão de pessoas com o problema em 2019, e o número deve saltar para 3,36 bilhões em 2030, segundo estimativa da entidade.

De olho nesse mercado, o empresário lançou no ano passado a Ótica Chilli Beans, um modelo de negócio focado em óculos de grau. Segundo ele, a nova loja é uma Chilli Beans “mais madura”, com música mais calma e vendedores mais velhos.

“É um conceito diferente. O consumidor de óculos de grau está acostumado a ser tratado como doente. A gente não tem essa abordagem, nosso vendedor vai falar de moda, do que combina com a cor da pele, do cabelo, enfim, da estética. O cliente adora”, diz Maia.

Já são 15 unidades da Ótica Chilli Beans em funcionamento. A meta da rede é chegar a 1500 lojas das duas marcas nos próximos cinco anos.

Live e WhatsApp seguraram vendas na pandemia

Caito Maia tem motivos para estar otimista, mesmo em meio à crise gerada pela pandemia de Covid-19. No início da quarentena, com o fechamento de todas as lojas, o faturamento foi a praticamente zero e nove pontos de venda foram encerrados definitivamente. Mas, a empresa reagiu rápido. Ações comerciais pelo WhatsApp e novidades como o live e-commerce fizeram as vendas online crescer.

Caito Maia durante live de lançamento da nova coleção da Chilli Beans (Foto: Luccianna Ferreira/Divulgação)
Caito Maia durante live de lançamento da nova coleção da Chilli Beans (Foto: Luccianna Ferreira/Divulgação)

A loja virtual, que somava apenas 5% das vendas, agora responde por 20% do faturamento. A primeira live para o lançamento de coleção fez o fluxo no site da marca aumentar quase 400%, segundo o empresário, e o formato deve permanecer para os próximos lançamentos.

Empresário está otimista

Com a reabertura do comércio, Maia já comemora a recuperação das vendas do mês de agosto ao mesmo ritmo do ano passado. Para ele, o pior já passou.

“O pesadelo foi mais rápido do que eu esperava. Agora há uma demanda reprimida. Apesar do fluxo de pessoas nos shoppings estar menor, elas estão indo para comprar. A conversão na loja era de 42% antes da pandemia, agora é 58%”, diz ele. A taxa de conversão é a quantidade de visitas que se transformam em vendas.

Pelos resultados alcançados em agosto, o empresário diz estar otimista para o fim do ano e espera atingir, pelo menos, os mesmos números de 2019. A médio prazo, sua expectativa é ainda melhor.

“A partir de 2021, acredito que o comércio nas lojas vai voltar aos patamares de antes e teremos novos consumidores online. A soma desses dois públicos deve resultar em crescimento”, prevê.

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