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Pandemia derruba PIB de ao menos 28 países no trimestre; China é exceção

EDUARDO CUCOLO E NICOLA PAMPLONA
·2 minutos de leitura
Foto: Xinhua/Wang Ying via Getty Images
Foto: Xinhua/Wang Ying via Getty Images

A pandemia do novo coronavírus derrubou as economias de praticamente todos os países no segundo trimestre 2020. As quedas variam de 3% a 20%, de acordo com dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) para quase 30 países que já divulgaram o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) no período. Na média, a queda foi de 9,5%.

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A exceção é a China, que cresceu 11,5% no período, em relação ao trimestre anterior (3,2% na comparação anual). O país asiático havia registrado o maior tombo no primeiro trimestre, de 10%, entre as economias selecionadas pela OCDE.

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A China foi o primeiro local onde a doença se disseminou e que adotou medidas de isolamento e paralisação das atividades. Por isso, sua economia foi a primeira a registrar os efeitos econômicos da pandemia e confirma.

A recuperação chinesa no segundo trimestre alimenta as expectativas de que o restante de mundo tenha voltado a crescer no trimestre iniciado em julho, devido às medidas de reabertura.

A Coreia do Sul, que também foi um dos primeiros atingidos pelo vírus, mas adotou uma estratégia de controle da doença por meio de testagem em massa, rastreamento e outros protocolos que permitiram manter parte das atividades, registrou queda do PIB de 1,3% no primeiro trimestre e 3,3% no segundo. O país também lançou um amplo programa de estímulos econômicos.

A Finlândia também figura entre os menos afetados, com quedas de 1,9% e 3,2%, respectivamente. Outro país da região, a Suécia, que não adotou o isolamento social, registrou nesses dois períodos, respectivamente, variações de 0,1% e - 8,6%.

A maior economia mundial, dos EUA, encolheu 1,2% e 9% nesses períodos. A Zona do Euro registrou retrações de 3,2% e 11,7%, respectivamente.

Entre os países europeus, se destacam as quedas de 20% no Reino Unido (a maior entre os países selecionados) e de 19% na Espanha (segunda maior). Nos emergentes, o México teve a maior retração (17,3%). A do Chile foi de 13,2%.

No Japão, país que também entrou antes na pandemia e adotou um programa de testes e vigilância para aplicar restrições localizadas, a queda chegou a 7,8%. Foi a menor retração entre as sete maiores economias da OCDE.

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