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Pandemia de coronavírus deixa mais de 5.300 mortos no mundo

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Homem com máscara em Nova Delhi em 13 de março de 2020

O novo coronavírus já deixa pelo menos 5.347 mortos em todo o mundo e o número de infectados continua a crescer, particularmente na Europa, o novo "epicentro" da pandemia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), forçando milhões de pessoas a mudar radicalmente seus costumes para evitar o contágio.

A OMS disse nesta sexta-feira que é "impossível" calcular quando o pico mundial da pandemia ocorrerá.

Escolas, bares, museus e outros locais públicos, como a Torre Eiffel em Paris, um dos monumentos mais visitados do mundo, fecham até novo aviso. Casamentos, jogos de futebol e shows são adiados e quase ninguém mais vai a funerais. Milhões de pessoas cancelam suas viagens e limitam seus movimentos.

Com mais de 140.700 pessoas infectadas e mais de 5.300 mortes, a pandemia do Covid-19 não respeita fronteiras ou barreiras sociais e afeta todos os dias novos países e territórios.

Entre os infectados também há ministros, atores e atletas de elite. "É a crise de saúde mais grave em um século", nas palavras do presidente francês Emmanuel Macron.

- Medidas excepcionais -

Na Espanha, o segundo país da Europa mais afetado pela pandemia depois da Itália, com mais de 4.200 infectados e 120 mortes, quase a metade em Madri, as autoridades declararam estado de emergência.

Além disso, quatro cidades da região da Catalunha (nordeste) foram colocadas em quarentena e anunciaram o fechamento de escolas e universidades em todo o território.

Durante esse período, serão adotadas medidas "excepcionais", com recursos públicos, privados, civis e militares, anunciou o primeiro-ministro Pedro Sánchez.

Na Itália, onde foram registrados 17.660 casos e 1.266 mortos, Roma se tornou uma cidade fantasma. Todos os comércios, salvo os considerados essenciais, estão fechados e os moradores, em casa.

A França, com quase 3.661 infecções e 79 mortes, se juntará aos países que decidiram fechar todos os centros educacionais e proibir a concentração de mais de 100 pessoas a partir de segunda-feira.

O Museu do Louvre em Paris e a Torre Eiffel foram fechados até segunda ordem. Outros países europeus, como a Eslováquia e a República Tcheca, fecharam suas fronteiras e proibiram a entrada de viajantes de determinados países.

Nesse contexto, a rainha Elizabeth II da Inglaterra adiou seus compromissos oficiais e o Reino Unido anunciou o cancelamento das eleições municipais de maio, ao contrário da França, que as realizará neste domingo, conforme planejado.

A Polônia e a Dinamarca anunciaram o fechamento de suas respectivas fronteiras a viajantes estrangeiros a partir deste sábado.

Na América Latina, países como Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela e Peru cancelaram voos, impuseram quarentenas e restrições obrigatórias para viajantes da Europa, China e outras áreas afetadas pelo Covid-19.

Na região, há oficialmente três mortos e cerca de 286 infectados. O presidente Jair Bolsonaro informou que teve um resultado negativo para o novo coronavírus.

- Bolsas em alta -

Após a queda do mercado de ações na quinta-feira, em que os mercados de ações europeus caíram até 17%, os piores resultados em décadas, os principais mercados europeus fecharam em alta nesta sexta-feira.

O medo da recessão é grande e vários países anunciaram medidas financeiras excepcionais para aliviar esse choque.

A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu adotar "flexibilidade máxima" nas regras orçamentárias e nos auxílios estatais para ajudar os países da União Europeia (UE) e Alemanha a anunciarem uma linha de créditos para empresas de até mais de 600.000 milhões de dólares.

- Cancelamentos no esporte -

Na China, berço dessa pandemia, o número de pessoas infectadas está em queda. Nesta sexta-feira, houve 20 novos casos e 7 mortes.

Fora da China, a propagação continua.

Na sexta-feira houve uma primeira morte na Índia e os primeiros casos foram registrados no leste da África, no Quênia e na Etiópia.

A pandemia também continua a causar uma enxurrada de cancelamentos ou adiamentos no calendário esportivo.

O Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1 foi suspenso, os campeonatos inglês e espanhol cancelaram suas partidas por pelo menos as duas próximas datas e o Augusta Masters, o primeiro grande torneio da temporada de golfe, foi suspenso.

A chama olímpica dos Jogos de Tóquio foi acesa na quinta-feira em Olympia, na Grécia, mas sua turnê foi interrompida em Atenas. O grande evento do esporte mundial, previsto para julho, corre risco.

O Everest também foi fechado para alpinistas na sexta-feira.

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