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Pandemia altera 'ranking' de drogas mais consumidas; Menos cocaína e mais maconha

Redação Notícias
·2 minutos de leitura
Un empleado de CPlant organiza una caja de cáñamo para exportar en la granja de la compañía a las afueras de Tala, Uruguay, el jueves 13 de agosto de 2020. (AP Foto/Matilde Campodonico)
Cocaína e o MDMA perderam liderança das substâncias mais utilizadas para a maconha e os benzodiazepínicos (Foto: AP Foto/Matilde Campodonico)

A pandemia do novo coronavírus alterou o ‘ranking’ das drogas mais consumidas na Europa. De acordo com relatório do Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência (OEDT), divulgado na semana passada, a cocaína e o MDMA perderam liderança das substâncias mais utilizadas para a maconha e os benzodiazepínicos, medicamentos com efeito analgésico ou sedativo.

Em entrevista ao jornal El País, o epidemiologista do OEDT Julián Vicente afirmou que se trata de uma “tendência lógica”. “As pessoas podem consumir substâncias como maconha e álcool em casa, sozinhas, mas para os demais estimulantes é necessário um clima de festa”, disse ele, que também é um dos autores do estudo.

De acordo com especialistas, um dos motivos pode estar atrelado a menor acessibilidade para compra e consumo das drogas. No entanto, deve-se ter cuidado com aquelas que “já têm um consumo problemático”, segundo psiquiatra ouvido pelo El País.

Um levantamento do Ministério da Saúde da Espanha constatou a mesma tendência no consumo das drogas nos primeiros meses de pandemia. De acordo com essa análise, 70% dos usuários de substâncias ilícitas interromperam ou reduziram o uso de psicotrópicos nesse período.

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Isso pode ser explicado devido as medidas de isolamento social e restrição da circulação de pessoas. No entanto, segundo o jornal, os traficantes lançaram uma nova estratégia: passaram a vender online por meio de aplicativos criptografados, como o WhatsApp, por exemplo.

Para especialistas ouvidos pelo jornal, as compras cara a cara e os pagamentos em dinheiro estão dando lugar a um universo digital de negócios. A previsão é que esse tipo de modalidade dure após a pandemia.

“É como o teletrabalho, que não era muito difundido e pode se generalizar em alguns setores. É razoável pensar que os novos métodos de distribuição de drogas vão continuar depois da pandemia”, disse o epidemiologista Julián Vicente.

O relatório ainda destaca que, ao analisar dados anteriores à pandemia, a Europa está consumindo mais drogas do que antes. O número e a quantidade de apreensões de cocaína eram os mais altos da história, com mais de 181 toneladas confiscadas em 2018. No mesmo ano, houve 1,3 milhão de interceptações de drogas em pequenas quantidades confiscadas dos próprios usuários.