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Pandemia agrava desigualdades e pode incentivar distúrbios, alerta FMI

·2 minuto de leitura
O FMI indica que até seis milhões de crianças em países emergentes e economias em desenvolvimentos podem deixar a escola em 2021

A pandemia do coronavírus piorou antigas desigualdades em todo o mundo, um problema que, se não for abordado, poderia socavar a estabilidade econômica e causar distúrbios sociais, alertou nesta quinta-feira (1) o Fundo Monetário Internacional (FMI).

As famílias mais pobres foram particularmente afetadas e os danos à educação podem durar anos, destaca o FMI em um relatório publicado antes das reuniões da primavera (boreal) da semana que vem.

As descobertas mostram que as advertências feitas pelos economistas no ano passado se cumpriram. "A covid-19 expôs e exacerbou as desigualdades pré-existentes na receita e no acesso aos serviços públicos básicos, assim como no atendimento médico e na vacinação, tanto dentro quanto entre os países", diz o informe.

Durante a pandemia, a educação foi particularmente afetada. "As interrupções na educação ameaçam a mobilidade social, ao causar efeitos duradouros em crianças e jovens, especialmente nas famílias mais pobres", indica o FMI.

Segundo o Fundo, a crescente dependência do trabalho e da educação digital piora o impacto, dificultando aos trabalhadores pouco qualificados encontrar uma ocupação.

"Neste contexto, as sociedades podem experimentar uma crescente polarização, erosão da confiança no governo ou mal-estar social", alertou o FMI.

O informe defende aumentar alguns impostos e melhorar a arrecadação para proporcionar renda para uma rede de segurança social melhorada.

Na véspera, o presidente americano, Joe Biden, propôs aumentar os impostos às empresas para financiar uma estrutura maciça e um programa de empregos.

Os autores do relatório, David Amaglobeli, Vitor Gaspar e Paolo Mauro, informaram em uma postagem em um blog que pediram aos governos que "deem a todos uma oportunidade justa de prosperidade", melhorando o acesso ao atendimento médico, vacinas, educação e empregos de qualidade.

Além disso, sugeriram que os países poderiam depender mais dos impostos sobre a propriedade e a herança, aumentar a carga tributária aos mais ricos e eliminar as lacunas fiscais, bem como "modernizar os impostos de renda das empresas".

Os governos também poderiam avaliar a introdução de "contribuições temporárias de recuperação" da covid-19 para famílias de renda alta, disseram.

O uso destes recursos para programas sociais chave pode ter "um efeito poderoso" em um momento em que "até seis milhões de crianças nas economias de mercados emergentes e no desenvolvimento poderiam abandonar a escola em 2021, com consequências adversas para toda a vida".

Dt-hs/ec/mls/gma/mvv