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Pandemia agilizou a digitalização de 156 serviços públicos no Brasil

Claudio Yuge

O processo de digitalização de vários serviços públicos no Brasil já vinha em andamento nos últimos anos, com o lançamento de versões virtuais de documentos importantes, a exemplo das carteiras de identidade, trabalho e habilitação, além do CPF. Pressionado a reduzir aglomerações durante a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), o governo federal então teve que aumentar bastante essas opções e, segundo a Agência Brasil, digitalizou 156 serviços públicos nos últimos três meses. 

Foram criados 58 novos serviços digitais em março, mais 45 em abril e outros 53 em maio — todos com a premissa de o cidadão não ter que sair de casa. Com isso, no total são 729 plataformas públicas desde janeiro de 2019. A digitalização de alguns serviços está diretamente relacionada ao enfrentamento à COVID-19, como 46 frentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — muitas dos quais são consideradas prioritárias no combate à pandemia.

Digitalização de serviços agiliza processos e corta gastos (Reprodução/Agência Brasil)

Com 107,2 milhões de pedidos cadastrados e 101,9 milhões de pedidos processados até a última sexta-feira (5), o cadastro para o Auxílio Emergencial representa outro exemplo de digitalização, com o processo feito inteiramente pelo celular ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Embora a plataforma tenha enfrentado problemas devido à sobrecarga de acessos e muitos dos serviços digitais criados ainda não estejam perfeitamente calibrados, é de se esperar que essas opções sejam ainda mais úteis no período pós-pandemia.

Governo que digitalizar 100% dos serviços até 2022

Segundo a Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, que coordena esse processo, a digitalização resulta em economia de R$ 2,2 bilhões por ano, pois reduz custos e aumenta a eficiência dos funcionários. No caso do seguro-desemprego do trabalhador doméstico, digitalizado durante a pandemia, o serviço exigia 7,3 mil trabalhadores. Com o atendimento virtual, apenas 630 profissionais passaram a ser necessários, o equivalente a 8,5% do total anterior.

Segundo a Estratégia de Governo Digital, documento publicado em abril, o governo federal pretende alcançar os 100% de digitalização até o fim de 2022 e economizar R$ 38 bilhões em cinco anos, de 2020 a 2025. De acordo com a secretaria, a economia acontece devido a eliminação do papel, da redução da burocracia e de erros e fraudes; da menor necessidade de locação de estruturas, de manutenção de logística e de contratação de pessoal para atendimento presencial.

Fonte: Canaltech