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Pam Ribeiro faz sucesso nas redes ao abordar temas místicos sem deixar a realidade de lado

·3 min de leitura

Ainda criança, Pam Ribeiro conseguiu olhar para o céu e ver o futuro profissional traçado entre os pontinhos luminosos que apareciam à noite. “Sempre falei que gostaria de trabalhar com as estrelas, embora não soubesse como isso seria possível”, recorda-se a astróloga.

Dona do perfil no Instagram @abruxapreta, com 63 mil seguidores, ela deu vazão a esse interesse com os dois pés bem firmes no chão. O diferencial é justamente propor uma abordagem do universo místico sem qualquer deslocamento da realidade. “Fico nervosa com essa coisa de se justificar tudo pelo signo”, comenta a moça, que participa, no próximo dia 6, da mesa “Nem tão esotérico assim”, na Bienal do Livro, no Rio, ao lado de Claudia Lisboa e Verônica Alves. “Achei esse nome perfeito. As pessoas têm mania de tomar uma atitude errada e, depois, falar que é tudo culpa do ‘mercúrio retrógrado’, em vez de assumir o ‘B.O.’ provocado por elas mesmas.”

Parte desse papo reto astral tem a ver com a sua trajetória de vida. Também especialista em tarô e reiki, Pam mora na periferia de Osasco, na região metropolitana de São Paulo, e costuma usar a palavra “favelada” em suas apresentações. “Achava muito irônico ver as pessoas falando sobre energias ruins que emanamos como justificativa para o que sofremos, sendo que na favela é muito claro que o sistema é o que causa boa parte dos problemas”, afirma.

Foi com um desabafo sobre o tema que ela viralizou no Instagram, em 2019. A postagem fez tanto sucesso que a trouxe vários seguidores identificados com a sua visão sobre o universo holístico. Abriu-se, então, um portal para a carreira digital. Além das consultas individuais, Pam criou dois cursos on-line. Um deles é o “Tarô favelado”, em que transporta os arquétipos presentes nas clássicas cartas usadas no jogo para a realidade das periferias. É o caso da Sacerdotisa.

Geralmente apresentada na imagem de uma mulher mais velha e sábia, ela foi associada às professoras da rede pública na versão da taróloga. “A maior parte da literatura produzida sobre o tarô foi feita por homens brancos ricos, que idealizavam essas figuras. Mas estudei em escola pública e, quando era pequena, tive uma professora que foi essa fonte de sabedoria para mim. Vejo essas mulheres como verdadeiras sacerdotisas”, conta a moça, que planeja lançar cartas em que as figuras sejam apresentadas dessa maneira.

Já no curso “Consciência erótica”, ela flerta com a face mais apimentada. Adepta do BDSM, sigla em inglês para bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo, Pam usa toda a sua bagagem para ajudar as pessoas a ativarem a criatividade através da sexualidade. “Há quem faça isso por meio da produção de contos eróticos, da leitura de livros ou de músicas. Eu as ajudo a entenderem que o sexo não deve ser tratado como um tabu.”

Ao transitar por todos esses universos, Pam avisa que não renega a importância do acompanhamento clínico. Com a pandemia, ela passou a ser procurada, mais do que nunca, por pessoas que tiveram a saúde mental afetada, sendo que algumas desenvolveram quadros de depressão. Nesses casos, a astróloga sempre reforça junto às clientes — a grande maioria é de mulheres, ela diz — a importância de buscarem apoio com psicólogos e psiquiatras. “Baseada na minha própria vivência, também tento aconselhá-las a não se culparem tanto. Algumas chegam até mim dizendo que se sentem perdidas e sofrem por não estarem cumprindo rituais. Costumo dizer que, às vezes, a gente precisa se perder um pouco para se encontrar. Quando estamos excessivamente conectados a essas práticas, podemos enxergar o mundo de maneira ilusória e fantasiosa.”

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