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Dia do professor

Mauro Beting
·3 minutos de leitura

Se eu fosse o maior treinador que vi depois de Telê, o maior vencedor no Palmeiras, no futebol paulista e do Brasileirão, eu faria o que jamais pediria a ninguém. E com dor no coração. Imensa. Mas é esse coração verde que pede mais uma vez respeito à trajetória e glória de Luxemburgo. E pede que ele pedisse a demissão. A saída consensual do treinador campeão paulista de 2020. O pior estadual que já vi. Com o pior desempenho de um campeão pelo Palmeiras.

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Por tudo que conquistou, incluindo esse estadual pandêmico, ele merece tudo de ótimo. Não merece ser tão achincalhado. Mesmo com o time tão avacalhado.

A melhor saída para todas as partes é a saída.

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Triste como todo adeus. Mas necessário para um treinador perdido como o time e as explicações a cada jogo. Difícil de entender como as mexidas contra o Coritiba que vinha muito mal e foi muito bem no Allianz Parque. Mudanças que nem a placa entendia. Como não se entendeu a saída de Patrick de Paula em um time que parecia não ter entrado em campo. E que precisa voltar a jogar o que pode. Não será um espetáculo. Mas não é esse horror. Não é o time de 2014 que era péssimo e jogava horrendo. Esse elenco pode jogar mais. E precisa jogar mais seja um mito como Luxemburgo ou um mico como Mauro Beting como treinador desse grupo.

Responsabilidade sempre maior dos atletas pelos desempenhos e resultados. Mas, como não tem como mudar tudo, que Luxemburgo peça o boné coroado.

Para o bem de todos.

Como se esperava, ainda que ele não tenha pedido aquilo que realmente cogitou, Luxemburgo não permanece.

O professor foi demitido na véspera do “seu” dia.

O Dia do Professor.

Dia de Charles Miller, que trouxe as bolas e os livros de futebol para o Brasil. Dia de Rubens Salles, o primeiro craque de nome fácil. Dia de Friedenreich, El Tigre, o mestre dos nossos artilheiros. De Marcos de Mendonça, primeiro goleiro brasileiro, o “fita roxa”. De Neco, primeiro fiel corintiano. De Heitor, o primeiro mito palmeirense. De Preguinho, nosso craque na primeira Copa. De Fausto, a primeira de tantas maravilhas Negras. De Feitiço, o artilheiro do sem-pulo de bico.

Dia de Domingos da Guia, mestre de todos os zagueiros, tutor do Divino de todos os Palmeiras. Dia de Petronilho de Brito, o primeiro negro a jogar em São Paulo. Dia do irmão dele, Valdemar, condutor de um negro de nome Édson Arantes do Nascimento para a Vila Belmiro. Dia do Diamante Negro Leônidas da Silva, o primeiro craque-propaganda.

Dia de Romeu Pelliciari. De Tim, craque de campo e de banco. Dia de Jair Rosa Pinto, dia de mestre Ziza. De Ademir de Menezes, de Heleno de Freitas, de Danilo Alvim, de Bauer. Dia de Djalma, de Nílton, de todos os Santos. Do Santos de Pelé, mestre de todo o futebol.

Dia de Mané. De Didi, de Julinho, de Zito, de Gilmar. Dia de Carlos Alberto Torres, de Gérson, de Rivellino e de Tostão. De Zico, Sócrates, Cerezo e Falcão. De Romário. De Ronaldo. De Rivaldo. Do Ronaldinho. Dia de Kaká. Dia de mestres jovens como Neymar.

Brasil professor honoris causa da melhor escola de bola do planeta.

Dia do mestre Telê. Dos campeões Feola, Aymoré, Zagallo, Parreira e Felipão. Dos vencedores sem troféu Flávio Costa, Zezé Moreira e Tim. Dia de grandes treinadores como Ênio Andrade, Rubens Minelli, Wanderley Luxemburgo.

Dia de todos os que nos ensinaram a fazer do futebol a nossa melhor expressão. (E dos professores que se acham também. Os muitos que andam muito perdidos…). Dia de tantos professores que ensinam alguns que já nasceram sabendo. Mas que são realmente sabidos quando querem aprender mais com quem sabe. Estuda. Ensina. Dia da classe que não perde a classe, só o emprego. Dia do profissional mal remunerado e respeitado pela falta de educação de pais, alunos e governos. Aos mestres, com carinho, muito obrigado. Vocês que são obrigados a ensinar quem não quer aprender. Vocês que ensinam o que precisamos saber.

Mas não entendemos.

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