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Dez países com chances de conquistar pela primeira vez uma medalha olímpica

Por Marcelo Romano

A temporada de campeonatos mundiais de 2019 está quase no final. Resta apenas o de ginástica trampolim. Os resultados apontam que algumas nações que nunca conseguiram uma única medalha olímpica terão chances em Tóquio. Sempre é um momento de enorme emoção quando um atleta consegue a 1º medalha da história de um país. Nos Jogos Pan-americanos,  os 2 únicos  países que ainda não tinham medalha, Ilhas Virgens Britânicas e Aruba, conseguiram em Lima.  Confira 10 países que podem sair do zero em Tóquio. 

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(Foto: Divulgação)

Bangladesh- Ruman Shana- tiro com arco.  Uma das maiores surpresas do ano foi a participação do jovem de 24 anos Ruman,  no campeonato mundial da modalidade. Ele ficou com o bronze no individual masculino, a frente de  favoritos  da Coréia do Sul, Japão, Itália e Canadá. Hoje está no top 10 do ranking mundial e venceu a copa asiática. Bangladesh é um país do sul da Ásia, com incríveis 164 milhões de habitantes. Tem 9 participações olímpicas a partir de 1984.

(Foto: Divulgação)

 

San Marino- Alessandra Perilli- tiro esportivo. A nação européia já disputou 14 Olimpíadas e tem pouco mais de 33 mil habitantes . A atiradora participou  das duas últimas Olimpíadas e na Rio 2016 ficou a uma posição da inédita medalha para seu pais, na prova de fossa olímpica. Para Tóquio obteve novamente a classificação. No currículo, Perilli tem uma medalha de bronze no mundial 2010 e uma de bronze no último europeu. 

(Foto: Divulgação)

 Bósnia e Herzegovina- Amel Tuka- 800 metros, atletismo. O país europeu de 3 milhões e 500 mil habitantes participou da Copa do Mundo de futebol em 2014 no Brasil,  mas nunca conquistou uma medalha olímpica em 7 participações. Terá a grande chance em 2020 com Amel Tuka, prata no mundial de atletismo deste ano nos 800 metros. Já tinha um bronze em 2015. Ele tem o 5º melhor tempo de 2019 na prova.   

 Burkina Faso- Hugues Zango- salto triplo, atletismo. Com um salto de 17m62, o melhor da sua vida, Hugues Zango de 26 anos,  conseguiu a medalha de bronze no mundial deste ano, superando favoritos como o português Palo Pichardo e o cubano Cristian Nápoles.  Zango competiu na Rio 2016, mas foi apenas o 34º colocado. Na temporada tem a 4º melhor marca da prova. O  pais africano de 20 milhões de habitantes tem 9 participações olímpicas. Estreou em 1972, mas só retornou em 1988. 

 Turcomenistão- Rejepbay Rejepov- levantamento de peso. O país da Ásia Central já disputou 6 Olimpíadas, a partir de 1996 e terá em Rejopov, atleta de 27 anos,  uma ótima chance de brigar por medalha em Tóquio. Ele foi bem regular neste ciclo olímpico:  prata no mundial de 2017 e 4º colocado nos mundiais de 2018 e 2019, na categoria 81kg, que é olímpica.  No mundial deste ano ficou atrás de 2 chineses e um colombiano. Na Olimpíada,  a China só poderá levar um atleta por peso, tornando as chances de medalha de Rejepov, bem concretas. O país tem quase 6 milhões de habitantes. 

 Andorra- Monica Doria- canoagem slalom.  O pequeno principado situado entre França e Espanha já disputou 11 Olimpíadas e no Rio de Janeiro levou apenas 5 atletas. Neste ano teve uma atleta de destaque. Monica foi finalista mundial na prova de C1 , que estréia em Olimpíadas,  e terminou no 8º lugar. Além disso faturou medalha de prata na etapa da Eslováquia da Copa do Mundo, a frente da brasileira Ana Satila. Como a modalidade é bem imprevisível em relação a resultados, ela pode estar na briga por pódio. O país tem 77 mil habitantes. 

 Albânia- Briken Calja- levantamento de peso.  Na categoria dos 73kg masculina, que é olímpica, o experiente atleta já disputou duas Olimpíadas: foi 5º em 2016 e 9º em 2012. Neste ciclo,  Briken foi  6º no mundial 2018 e 5º em 2019. A Albania, país europeu de aproximadamente 3 milhões de habitantes, já disputou 8 Olimpíadas. Estreou em 1972, mas só retornou em 1992. 

 Ilhas Virgens Britânicas- Chantel Malone- salto em distância.  Ela conseguiu a 1º medalha da história do país nos Jogos Pan-americanos: ouro no com 6m68. No mundial de atletismo ficou fora da final, mas hoje tem a 8º  marca do ano com 6m90. Se repetir em Tóquio, pode sonhar com medalha. O país tem 31 mil habitantes e 9 participações em Olimpíadas. 

 Gambia- Gina Bass- atletismo, 200 metros. Gina tem 24 anos e foi 6º colocada no mundial 2019. Disputou a Olimpíada do Rio 2016,  mas não passou da eliminatória.  Venceu os jogos africanos este ano. O pequeno país da África Ocidental tem 2 milhões e 100 mil  habitantes. 

 Santa Lúcia- Levern Spencer- atletismo, salto em altura. Bicampeã dos Jogos Pan-americanos, a experiente atleta de 35 anos  foi 6º colocada na última Olimpíada. No mundial deste ano ficou a uma posição da final,  com marca de  1m92. Se voltar a saltar 1m98, como fez em 2018, poderá estar na briga pelo bronze. Santa Lúcia, que fica no Caribe, tem 179 mil habitantes e 6 participações olímpicas. 

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