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Pai que matou bebê afogado no rio pode nunca deixar hospital psiquiátrico na Inglaterra

Redação Notícias
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Zak Bennett-Eko foi condenado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. (Foto: Reprodução/Facebook)
Zak Bennett-Eko foi condenado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. (Foto: Reprodução/Facebook)

Um pai que matou seu filho de 11 meses jogando-o no rio pode nunca ter alta de um hospital psiquiátrico. Nesta segunda-feira (30), Zak Bennett-Eko foi condenado por homicídio culposo com omissão de responsabilidade após jogar seu filho, Zakari William Bennett-Eko, no rio Irwell em Radcliffe, na Inglaterra, em 11 de setembro de 2019.

O corpo sem vida do bebê foi retirado da água e as causas da morte podem ter sido hipotermia ou afogamento, segundo o jornal Manchester Evening News. Em uma deliberação de veredito que durou 3 horas, o júri inocentou o pai do assassinato e o declarou culpado de homicídio culposo — quando não há intenção de matar.

Hoje, o jovem de 23 anos foi condenado a uma detenção em unidade hospital psiquiátrica com base lei inglesa de Saúde Mental. Bennett-Eko está atualmente residindo no hospital Ashworth e não esteve presente para o julgamento.

Durante o júri, três psiquiatras que testemunharam disseram que Bennett-Eko "pode ​​nunca ter alta" do hospital em que está desde a morte de seu filho. A ordem do hospital não tem limite de tempo, o que significa que ele estará na unidade enquanto o secretário do Interior e um conselho de psiquiatras acharem que ele pode ser removido.

Se ele for solto, Bennett-Eko ficará sob supervisão policial por toda a vida.

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Antes da morte de Zakari, o tribunal ouviu que a saúde mental de Bennett-Eko começou a piorar seriamente depois que ele parou de tomar a medicação - algo "comum" para esquizofrênicos paranóicos, de acordo com psiquiatras que testemunharam.

Ao relatar o crime, Bennett-Eko disse que começou a ter alucinações ao ver as "pernas do bebê se expandindo".

Pouco depois das 16h do dia 11 de setembro, Bennett-Eko deixou a casa da família na River Street, Radcliffe, com seu filho em um carrinho de bebê.

Ele caminhou até a margem do rio e, ao fazê-lo, recebeu um aceno de mão de um motorista que passou por eles. Este aceno "indicava especificamente" que Zakari era o diabo e que ele precisava ser afogado, afirmou Bennett-Eko.

Bennett-Eko foi então visto entrando no pub Lock Keeper próximo "como se nada tivesse acontecido" antes de contar aos outros clientes o que ele tinha feito. Quando a polícia chegou para prendê-lo, o réu estava sentado "calmamente" a uma mesa e forneceu seu nome e endereço.