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PagSeguro tem alta de 35% no lucro líquido do 4° tri

SÃO PAULO (Reuters) - O PagSeguro registrou uma alta de 35% no lucro líquido no quarto trimestre de 2022 ante igual período do ano anterior, diante do crescimento de receita em meio de pagamentos e serviços financeiros, informou a empresa nesta quinta-feira.

As despesas financeiras, que vinham chamando atenção do mercado, dispararam na base anual, mas mostraram recuo na comparação sequencial, o primeiro após oito trimestres, enquanto o volume total processado (TPV) seguiu em desaceleração. O PagSeguro ainda anunciou que não divulgará mais suas projeções trimestrais.

A companhia, listada em Nova York, teve lucro líquido de 408 milhões de reais de outubro a dezembro, enquanto a expectativa, em média, de analistas era de lucro de 400,1 milhões, segundo dados da Refinitiv.

Na base ajustada, em especial por programa de incentivo de longo prazo a executivos, o PagSeguro teve lucro de 411 milhões de reais.

A receita líquida total da empresa foi de 3,96 bilhões de reais no trimestre, avanço de 22% ano a ano. Os analistas esperavam uma receita de 4,08 bilhões de reais, segundo a Refinitiv.

No segmento de meios de pagamento, principal gerador de receita da companhia, a receita líquida subiu 25%, a 3,7 bilhões reais, com alta de 19% no TPV, a 94,3 bilhões de reais.

Esse crescimento de TPV, porém, segue em desaceleração ante os trimestres anteriores. "A desaceleração aconteceu no mercado com um todo", disse à Reuters Alexandre Magnani, presidente-executivo do PagSeguro, acrescentando que a empresa teve desempenho melhor que os rivais.

O PagBank, negócio de serviços financeiros da empresa, teve receita líquida de 329 milhões de reais nos últimos três meses de 2022, avanço de 7% contra um ano antes.

A companhia fechou o ano com uma carteira de crédito de 2,7 bilhões, aumento de 43% ante o final de 2021.

As despesas financeiras, um ponto de atenção do mercado quanto à companhia, foram de 855 milhões de reais, avanço de 112% em relação a igual período do ano anterior, mas uma queda de 7% na base sequencial.

Menos dias úteis, o uso sazonalmente maior do débito pelos clientes no final do ano e a diversificação na captação da companhia foram fatores que ajudaram na queda do indicador no quarto trimestre ante o terceiro, segundo Artur Schunck, diretor financeiro do PagSeguro.

Para 2023, porém, o cenário ainda não é positivo. "Tínhamos uma expectativa de redução de taxa de juros em meados do ano, e agora se tiver alguma redução vai ser em novembro e dezembro", disse Schunck. "2022 teve uma taxa de juros média de 12,5%, estamos com 13,75%. Isso, naturalmente, vai fazer com que a despesa aumente", acrescentou.

As despesas operacionais, o que inclui marketing, pessoal, publicidade e outros, cresceram 7%, para 621 milhões de reais, no trimestre ante um ano antes. A companhia, que anunciou cerca de 500 demissões em janeiro, "não prevê nada similar" ao longo do ano, segundo Magnani.

O presidente do PagSeguro disse ainda que a companhia não vai mais divulgar projeções para o trimestre seguinte, nesse caso o primeiro de 2023. Ele afirmou que "esse guidance de curto prazo não está alinhado com nossa visão de longo prazo", acrescentando que a medida foi importante em um momento de maior incerteza.

(Por André Romani)