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Pagamentos por aproximação quintuplicam em 2020 e movimentam R$ 41 bi

ISABELA BOLZANI
·4 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os pagamentos por aproximação, que não exigem a inserção do cartão na maquininha, mais do que quintuplicaram em 2020. Foram movimentados R$ 41 bilhões pela modalidade no ano passado, uma alta de 470% sobre 2019, segundo dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) divulgados nesta terça-feira (9), Os pagamentos feitos por essa tecnologia ficaram divididos principalmente entre cartão de débito e crédito, com R$ 19,5 bilhões e R$ 18,8 bilhões, respectivamente. Outros R$ 2,7 bilhões em pagamentos por aproximação foram de cartões pré-pagos. Essa modalidade, que já vinha avançando, acabou ganhando novos adeptos com a chegada da pandemia. Segundo o diretor de estratégia do Itaú Unibanco, Moisés Nascimento, a tendência é que os pagamentos por NFC, como também são conhecidos, sigam em destaque por serem mais higiênicos e pela maior praticidade e rapidez. "Vemos uma tendência de retorno das compras físicas em detrimento do ecommerce, mas não vemos os pagamentos por aproximação diminuírem. Esse é um comportamento que deve perdurar no pós-pandemia", afirmou. Outro relatório divulgado nesta terça, pelo Itaú Unibanco -para analisar o comportamento de consumo dos brasileiros-, mostra que apesar de o varejo físico ter terminado 2020 praticamente estável, o varejo online ganhou espaço entre os consumidores: o crescimento do segmento foi de 19,4% em relação a 2019. Ainda segundo o Itaú, a representatividade das compras online aumentou 15,7%. "Até mesmo as lojas que não faziam vendas online passaram a oferecê-las. Além disso, o consumidor também passou a ser a fazer compras maiores, reduzindo a frequência de gastos e aumentando o gasto médio de cada transação", afirmou Nascimento. Segundo o presidente da Abecs, Pedro Coutinho, o auxílio emergencial ajudou nessa digitalização -dados da associação apontam que os meios de pagamento digitais movimentaram R$ 52,6 bilhões provenientes do auxílio em 2020. As compras remotas com cartão subiram 32,2% no ano passado, impulsionando o varejo. O setor, no entanto, começou a apontar uma acomodação ao longo do último trimestre de 2020. "Algumas coisas explicam esse desempenho. A redução do auxílio emergencial, por exemplo, que também acabou impactando a compra de artigos domésticos e eletroeletrônicos. O varejo alimentício continua liderando processos de recuperação das vendas com cartões", afirmou Coutinho. O Pix -sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central-, por outro lado, ainda não teve efeito no comércio, disse Coutinho. Novo padrão de consumo O relatório do Itaú também aponta para uma mudança no padrão de consumo. Além do incremento dos pagamentos feitos por aproximação, houve o que o banco chamou de "efeito home office". Segundo o relatório, os gastos com transporte urbano caíram 38,6% em 2020, enquanto o consumo de itens e móveis de escritório subiu 39%. Da mesma forma, os gastos com turismo, um dos setores que mais sofreram durante a pandemia, caíram 43,8%, enquanto o valor gasto com itens para a casa subiu 29,8%. Também houve crescimento no consumo de itens relacionados a pets e serviços veterinários, de 13,2%. O Itaú aponta ainda que, para evitar saídas constantes ou gastos extras com frete nas entregas, o consumidor passou a fazer compras maiores, reduzindo a frequência das despesas e aumentando o tíquete médio de cada transação. O movimento levou a um parcelamento maior do pagamento. As compras feitas em dez parcelas foram as que mais cresceram no período (12,8%). O aumento do tíquete médio ocorreu principalmente nos segmentos de maior poder aquisitivo, disse Nascimento, diretor do banco. Segundo a Abecs, o saldo das transações sem juros -que contabilizam transações à vista e parcelado sem juros- atingiram o pico histórico em dezembro, representando 79,5% dos R$ 285 bilhões movimentados pelos consumidores no período. Para 2021, a expectativa dos executivos do sistema financeiro é que o consumo volte gradativamente, com controle da inadimplência. No ambiente macroeconômico, a tendência é de aumento das taxas de juros para controlar um possível aumento da inflação ao longo do ano. "Estávamos bastante preocupados com a inadimplência no primeiro trimestre de 2020. Mas, de modo geral, vimos um indicador muito bom para a indústria, principalmente no segundo semestre. Estamos em um patamar sustentável de inadimplência e, considerando a recuperação da economia, isso deve continuar", afirmou Coutinho. A expectativa da Abecs é que a indústria de cartões cresça entre 18% e 21% em 2021, movimentando R$ 2,4 trilhões. Em 2020, o segmento cresceu 8,2% e movimentou R$ 2 trilhões. O economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, elenca três fatores que devem sustentar o consumo ao longo deste ano. "O primeiro é a expansão do crédito como consequência do relaxamento da política monetária no ano passado, e que demora um tempo para atuar plenamente na economia. O segundo é a recuperação do mercado de trabalho, e o terceiro é a menor cautela nas pessoas, que deve incentivar gastos", disse.