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Pagadas com mais de 6 milhões de anos podem ser as mais antigas de hominídeos

·2 minuto de leitura

Em 2017, pesquisadores da Idaho State University analisaram mais de 50 pegadas encontradas na ilha de Creta, na Grécia, as quais eles acreditavam pertencer a um hominídeo de 5,7 milhões de anos. Agora, um novo estudo conduzido pela Universidade de Tubinga sugere que estas mesmas pegadas são ainda mais antigas, com cerca de 6,05 milhões de anos — 350.000 anos mais velhas do que se pensava.

Fósseis de antigos hominídeos são encontrados em diversos locais do mundo, incluindo espécies de Homo Graecopithecus. No entanto, remontar a história de nossos ancestrais a partir da análise desses materiais não é o suficiente. Por isto, vestígios deixados por eles, como as pegadas, podem fornecer mais pistas desse passado distante.

Um das mais de 50 pegadas encontradas em Creta (Imagem: Reprodução/Uppsala Ahlberg)
Um das mais de 50 pegadas encontradas em Creta (Imagem: Reprodução/Uppsala Ahlberg)

Não existe nenhuma evidência fóssil de Homo sapiens antes de 300 mil anos atrás. A espécie mais próxima de nós, a Homo neanderthalensis, só surgiu cerca de 430 mil anos atrás. Isso significa que as pegadas, caso realmente sejam de hominídeos, são uma referência aos ancestrais mais distantes já analisados. Essas marcas estão próximas à faixa de idade do esqueleto de Lucy, uma Australopithecus afarensis que viveu há 3,9 milhões de anos.

A idade estimada destas pegadas é tão antiga que os pesquisadores acreditam se tratar de um Graecopithecus freybergi, uma espécie de primata com dentes que se estima ter vivido há 7,2 milhões de anos, logo após nossa linhagem se separar dos chimpanzés. "Não podemos descartar uma conexão entre o produtor das faixas e o possível Graecopithecus freybergi pré-humano", disse a paleontóloga Madelaine Böhme, da Universidade de Tübingen e co-autora do novo estudo.

Mapa das análises geológicas da região de Creta (Imagem: Reprodução/Uwe Kirscher et al.)
Mapa das análises geológicas da região de Creta (Imagem: Reprodução/Uwe Kirscher et al.)

Para chegar a esta conclusão, a equipe se concentrou em características dos pés desses hominídeos, relacionadas com a transição de locomoção, quando eles passaram a deixar as árvores para caminhar em solo. "Esta morfologia inclui caracteres que são atualmente considerados exclusivos dos hominídeos, como a presença de uma bola do antepé”, acrescentaram os pesquisadores.

Os pesquisadores analisaram a região de Creta com métodos paleomagnéticos e micropaleontológicos e estudaram 57 amostras, as quais datavam as pegadas como mais antigos do que o estimado anteriormente — cerca de 6,05 milhões de anos. Vale lembrar que as principais teorias sugerem que nossa espécie surgiu na África. "Apesar de numerosas publicações sugerindo uma origem na África, há evidências de que os primeiros hominídeos podem ter evoluído na Eurásia”, ressaltaram.

Portanto, caso se confirme que estas marcadas de mais de 6 milhões de anos foram deixadas por nossos ancestrais, precisaremos repensar a construção desse grande quebra-cabeça que é a árvore genealógica humana.

A pesquisa foi publicada no periódico Scientific Reports.

Fonte: Canaltech

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