Mercado abrirá em 8 h 46 min
  • BOVESPA

    117.380,49
    -948,51 (-0,80%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.126,51
    +442,96 (+0,99%)
     
  • PETROLEO CRU

    52,51
    -0,26 (-0,49%)
     
  • OURO

    1.860,20
    +5,00 (+0,27%)
     
  • BTC-USD

    32.343,05
    -25,24 (-0,08%)
     
  • CMC Crypto 200

    654,60
    -22,30 (-3,29%)
     
  • S&P500

    3.855,36
    +13,89 (+0,36%)
     
  • DOW JONES

    30.960,00
    -36,98 (-0,12%)
     
  • FTSE

    6.638,85
    -56,22 (-0,84%)
     
  • HANG SENG

    29.573,98
    -585,03 (-1,94%)
     
  • NIKKEI

    28.641,13
    -181,16 (-0,63%)
     
  • NASDAQ

    13.427,25
    -48,25 (-0,36%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7109
    +0,0747 (+1,13%)
     

Paes diz que se for eleito não fará lockdown; candidato não se compromete em climatizar toda frota até o fim do governo

Luíz Ernesto Magalhães
·5 minuto de leitura
Hermes de Paula / Agência O Globo

RIO - O candidato a prefeito, Eduardo Paes (Democratas), disse na manhã dessa quarta-feira que não vê cenários para que a cidade entre em lockdown como forma de conter o avanço da pandemia do coronavírus. Paes disse que se vencer a eleição no próximo domingo (29) pretende investir em testagem e recuperar a infraestrutura das clínicas da família para vacinações em massa. As declarações foram dadas em uma entrevista ao programa CBN Rio, da rádio CBN. Adversário de Paes, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), candidato à reeleição, que havia sido convidado a participar do programa na terça-feira, desmarcou em cima da hora alegando problemas de agenda:

— A população dificilmente cumpre (medidas muito restritivas), precisamos de regras factíveis. Não vejo caminho para lock down. Vou investir na testagem, sem entrar nesse debate entre manter a economia e a vida. E na tomada de decisões, não vai ter confronto entre medidas decididas pelo governador e o prefeito. Vi decretos do atual governo municipal, por exemplo, sobre volta às aulas que divergiam do estado — disse Eduardo Paes.

Na condução da pandemia, Paes voltou a atacar Crivella, alegando que proporcionalmente, o Rio teria tido o dobro de mortes que São Paulo, o que teria custado seis mil vidas a mais na capital fluminense. E que em lugar do hospital de campanha do Riocentro teria reaberto 1,5 mil vagas do Sistema Único de Saúde (SUS) fechadas em várias unidades da cidade para atender a vítimas da pandemia mais precocemente.

Ele voltou a afirmar que se for eleito, pretende que seu ex-secretário de Saúde, Daniel Soranz volte a ocupar o cargo. Soranz é alvo de uma ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público, que questiona a renovação de contrato com uma Organização Social quando foi prefeito:

— A reabertura dos leitos no mínimo deixaria um legado. O hospital de campanha da prefeitura para 500 pacientes, montado no Riocentro, só ficou pronto quando a pandemia estava no máximo. Com isso, o número de pacientes atendidos (simultaneamente) ali não passaram de 200. Poderíamos com políticas mais eficientes ter salvo seis mil vidas — alegou o candidato do DEM.

Paes defendeu Soranz e disse que se trata de um quadro extremamente técnico. E defendeu que todos devem ser vacinados:

— Eu sou totalmente a favor da vacina, seja russa, chinesa, japonesa, não importa. Nosso papel é preparar as clínicas da família abandonadas pelo Crivella. Vamos aguardar as orientações da Avisa, Fiocruz, Ministério da Saúde. Nessa área vou colocar o quadro mais qualificado. Tenho integral confiança em Daniel Soranz. Ele é muito qualificado, preparado. E não foi condenado a nada. Na prefeitura, montou um sistema de atendimento do qual me orgulho muito. Defendo o nome dele com tranquilidade — acrescentou o candidato na CBN.

O candidato, porém, não se comprometeu em concluir a climatização integral da frota de ônibus da cidade até o fim do mandato. O processo de instalação de ar-condicionado nos coletivos se arrasta há quase dez anos. Paes, que não havia previsto todos os ônibus com ar, quando o sistema foi licenciado (2010), chegou a prometer que entregaria toda a frota nessa situação até 2016, o que não aconteceu. Crivella prometeu modernizar integralmente o sistema até esse ano, mas suspendeu o cronograma por causa da pandemia. Agora, Eduardo Paes fala em 80% dos coletivos até o fim do mandato, se for eleito:

— Meu compromisso é chegar a 80%. E vamos voltar com o processo de reorganização das linhas. Mas ouvindo mais a população, podendo restabelecer serviços. Foi um erro, de fato. No processo que fiz no meu governo, ouvi mais os técnicos. Mas não errei por omissão. Hoje, as empresas retiram os ônibus e não acontece nada. Existe um contrato que deve ser cumprido — disse Eduardo Paes, alfinetando o adversário.

O candidato disse que caso eleito pretende ajudar às escolas de samba, mas não com R$ 2 milhões de subvenção por agremiação como fez no último governo, e desenvolver mecanismos urbanísticos para estimular a conversão de prédios comerciais em moradias no Centro do Rio e prometeu conceder reajustes anuais para o funcionalismo público. Também prometeu rever os critérios de cobrança do pedágio da Linha Amarela, mas que para isso depende de ter dados técnicos em mãos. E rever os reajustes de IPTU concedidos por Crivella em 2017 nas zonas Norte e Oeste.

Paes também disse que não pretende fazer um choque de ordem para lidar com ambulantes e sim reorganizar os camelôs em mercados populares nos bairros. A promessa já havia sido feita numa visita do candidato ao camelódromo da Rua Uruguaiana (Centro) ainda antes do primeiro turno.

— O que não pode é deixar a cidade desorganizada como está com Crivella. Até os ambulantes reclamam da concorrência. O que eles querem eu sempre fiz: conceder alvará, organizar. Há uma crise econômica. Vou tratar a todos com respeito. Não haverá choque de ordem contra ambulantes — prometeu o candidato.

Eduardo Paes também voltou a acusar Crivella de divulgar fake news a seu respeito, como a que chamaria o PSOL para integrar o seu governo. E que o eleitor, mais do que escolher em votar nele - Paes - teria que se manifestar nas urnas dizendo não ao atual prefeito:

— Votar no 25 é um não rotundo e contundente ao pior prefeito que o Rio já teve. O Crivella é um prefeito tão ruim que diversos partidos estão se manifestando é contra ele. E é o Pai da Mentira — acrescentou