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Paes diz que calendário de vacinação do Rio pode atrasar se Ministério não entregar doses que já recebeu

·4 minuto de leitura

RIO — O prefeito Eduardo Paes usou as redes sociais nesta sexta-feita para cobrar do Ministério da Saúde o rápido envio de 7,5 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 que estariam paradas sob posse da pasta. Segundo Paes, apesar de o Ministério ter divulgado o recebimento nas redes sociais, ainda não há data para que as doses sejam entregues e isso poderá atrasar o calendário de vacinação da cidade:

"Essa semana o @minsaude recebeu cerca de 7.5mi de doses de vacina(vejam abaixo) e até o presente momento não temos notícia de quando receberemos. Divulgamos nosso calendário de acordo com as chegadas informadas pelo ministério. Se não cumprirem corremos o risco de atrasar. Não é possível que isso fique parado um minuto que seja. O motivo é simples: qto mais tempo demora maior o risco de óbito. Não há nada mais importante a fazer nesse momento!" escreveu o prefeito.

Procurado, o Ministério da Saúde não retornou os contatos.

Nesta semana O GLOBO mostrou que cidades do Rio já haviam paralisado a vacinação de primeira dose contra a Covid por falta de imunizantes e outras já estavam com o estoque crítico. A vacinação nesses municípios foi retomada após uma entrega nesta quinta-feira. Neste mês, enquanto o Estado do Rio de Janeiro tentou avançar com o calendário de vacinação, o Ministério da Saúde reteve doses da vacina para enviá-las simultaneamente. É o que mostrou um levantamento com base em anúncios de envios do recebimento dos imunizantes por parte do Ministério da Saúde e em pautas de distribuição enviadas pela pasta aos estados, um documento que exibe a hora e a data da chegada de cada remessa de vacina às unidades federativas.

No dia 7 deste mês, a conta oficial da Saúde no Twitter anunciou a chegada de 600,2 mil doses da vacina da Pfizer. Uma semana depois, divulgou ter computado mais 924 mil doses do imunizante. No entanto, até o dia 19 de julho, o Rio de Janeiro só recebeu duas remessas da vacina da Pfizer, nos dias 2 e 8, numa quantidade total de 362 mil doses, segundo a plataforma LocalizaSUS. Em comparação, até o dia 19 de junho, o estado já tinha recebido seis remessas do imunizante, num número total de 471 mil doses. Vale dizer que julho é o mês com previsão de maior entrega mensal da vacina da Pfizer desde sua inclusão no PNI: quase 15 milhões de doses, segundo o próprio ministério.

A data de entrega da remessa mais recente do imunizante foi divulgada aos estados nesta terça-feira, por meio da pauta de distribuição, ao qual o GLOBO teve acesso. Ela previu a chegada de 104 mil doses do imunizante para o mesmo dia — ou seja, uma demora de no mínimo sete dias na distribuição aos estados.

Em junho, segundo o LocalizaSUS, o Rio de Janeiro recebeu, entre os dias 8 e 23, três remessas de CoronaVac separadas por intervalos de oito a seis dias, numa quantidade total de mais de 434 mil doses. No entanto, em julho, até o dia 19, o estado só recebeu uma remessa do imunizante, no dia 8, com 101 mil doses. Segundo a pauta de distribuição, o próximo envio da CoronaVac também estava previsto para ontem, dia 20. Um intervalo de 12 dias entre uma remessa e outra.

Por outro lado, no dia 5 deste mês, o Instituto Butantan divulgou em suas redes ter entregue 937 mil doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde. Novas entregas foram anunciadas pelo fabricante nos dias 15 e 16, numa quantidade total de 1,2 milhão de doses.

A esta altura do mês, em junho, o Ministério da Saúde já tinha entregue ao Rio dez remessas da vacina da AstraZeneca, numa quantidade total de 1.606.851 doses. Até o dia 19 deste mês, a pasta só fez ao estado seis repasses, no montante total de 1.486.990 doses. Segundo as pautas de distribuição, estavam previstas para ontem a entrega simultânea de três remessas do imunizante, na quantidade total de 402.040 doses — quase 30% da soma das doses recebidas anteriormente durante todo o mês de julho. Ao passo que a Saúde anunciou em sua conta oficial no Twitter o recebimento de 1 milhão de doses da vacina da AstraZeneca, via consórcio Covax Facility, no dia 15, e de mais 4,4 milhões de doses produzidos pela Fiocruz no dia seguinte. Uma demora de quatro dias na entrega de uma vacina fabricada em solo fluminense.

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