Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.976,70
    -2.854,45 (-2,55%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.668,64
    -310,37 (-0,60%)
     
  • PETROLEO CRU

    76,28
    -1,66 (-2,13%)
     
  • OURO

    1.754,00
    +8,40 (+0,48%)
     
  • BTC-USD

    16.585,83
    +149,74 (+0,91%)
     
  • CMC Crypto 200

    386,97
    +4,32 (+1,13%)
     
  • S&P500

    4.026,12
    -1,14 (-0,03%)
     
  • DOW JONES

    34.347,03
    +152,97 (+0,45%)
     
  • FTSE

    7.486,67
    +20,07 (+0,27%)
     
  • HANG SENG

    17.573,58
    -87,32 (-0,49%)
     
  • NIKKEI

    28.283,03
    -100,06 (-0,35%)
     
  • NASDAQ

    11.782,80
    -80,00 (-0,67%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,6244
    +0,0991 (+1,79%)
     

Pacientes se lembram da "morte" após voltarem de parada cardiorrespiratória

Cientistas descobriram que 1 em cada 5 pessoas que sobrevivem à ressuscitação ou reanimação cardiopulmonar (RCP), após uma parada cardíaca, conseguem se lembrar das experiências que ocorreram enquanto estavam aparentemente inconscientes e à beira da morte. Experimentos foram realizados nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Vale explicar que a ressuscitação cardiopulmonar é um conjunto de manobras que buscam oxigenar os órgãos, enquanto a circulação de sangue de uma pessoa está parada (parada cardiorrespiratória). A técnica é bastante usada para os primeiros socorros e pode ser fundamental para salvar a vida do indivíduo.

Inicialmente, o estudo sobre a consciência de quase morte foi apresentado no evento American Heart Association’s Scientific Sessions. Em breve, a pesquisa completa deve ser publicada em uma revista científica e passar por revisão de pares.

Como é a experiência de quase morte?

Pacientes podem lembrar de experiência de quase morte, quando sobrevivem a uma parada cardiorrespiratória (Imagem: Wavebreakmedia/Envato)
Pacientes podem lembrar de experiência de quase morte, quando sobrevivem a uma parada cardiorrespiratória (Imagem: Wavebreakmedia/Envato)

No estudo sobre a experiência de quase morte após uma parada cardiorrespiratória, cientistas da NYU Grossman School of Medicine e de outros centros de pesquisa associados recrutaram 567 voluntários entre maio de 2017 e março de 2020. Em comum, todos tinham mais de 18 anos e sobreviveram à ressuscitação cardiopulmonar.

Segundo os autores, os pacientes relatam ter experiências lúcidas únicas no momento de quase morte, como:

  • Sensação do corpo ser separado da mente;

  • Lidar com aquela situação extrema sem dor ou angústia;

  • Experimentar uma reavaliação significativa da vida, incluindo suas ações, intenções e pensamentos em relação aos outros.

Nesses casos relatados, os pesquisadores pontuam que as experiências diferem de alucinações, delírios, ilusões, sonhos ou consciência induzida por RCP.

O cérebro dos pacientes que "ressuscitaram" age de forma diferente

Para além dos relatos, o estudo acompanhou a atividade cerebral de cada paciente ao "ressuscitar" da parada cardiorrespiratória. Segundo os autores, é possível observar picos de atividade cerebral até uma hora após a RCP. De forma geral, este nível de atividade é somente relatado quando as pessoas estão conscientes e realizando funções mentais, como pensar ou reviver memórias.

“Essas experiências recordadas e mudanças nas ondas cerebrais podem ser os primeiros sinais da chamada experiência de quase morte, e nós as capturamos pela primeira vez em um grande estudo”, afirma Sam Parnia, médico intensivista, professor da NYU Langone Health e um dos autores do estudo, em comunicado.

“Nossos resultados oferecem evidências de que, enquanto estão à beira da morte e em coma, as pessoas passam por uma experiência consciente interior única, incluindo consciência sem angústia”, acrescenta Parnia.

Se ainda ficou com dúvidas e quer entender melhor como funciona o processo de ressuscitação cardiopulmonar, vale conferir o seguinte vídeo, produzido pelo Samu 192, do Distrito Federal:

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: