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Pacientes com Covid persistente intrigam médicos nos EUA

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Tasha Clark testou positivo para a Covid-19 em 8 de abril de 2020. A residente do estado de Connecticut, agora com 41 anos, ficou aliviada porque seus sintomas na época - diarreia, dor de garganta e dores no corpo - não pareciam particularmente graves. Nunca teve febre e não foi hospitalizada. Então percebeu que, se o coronavírus não a matasse, em semanas retornaria ao trabalho e poderia cuidar das duas filhas.

Mas sua situação agora é muito diferente do que havia imaginado. Mais de um ano depois, Clark é um exemplo clássico dos casos de Covid persistente.

Clark sofre uma série de sintomas incapacitantes, como dor nos nervos e perda de sensibilidade nos braços e pernas, inflamação da coluna, confusão, tontura e aumento da frequência cardíaca quando se levanta. Ela toma esteroides e nove outros medicamentos com receita médica, incluindo infusões duas vezes por mês de terapia imunológica em uma clínica da Universidade Yale para tratar as complicações neurológicas.

Quando seu trabalho de recepcionista em um centro de reabilitação física não conseguiu acomodar sua deficiência, Clark teve que aceitar um emprego com seguro médico de menor cobertura. Sua vida fora do trabalho é uma odisseia sem fim de consultas médicas e exames laboratoriais. “Nunca, em um milhão de anos, pensei que um ano depois minha vida seria reduzida a isso”, diz Clark, que mora com o marido e duas filhas em idade escolar em Milford. “Não saber se algum dia vou me recuperar é assustador.”

O escopo dos misteriosos sintomas persistentes desencadeados pela Covid-19 emerge com mais clareza com base em casos como o de Clark. Porém, após mais de um ano de pandemia, o que causa os sintomas e a melhor forma de tratá-los não são nada claros. O que torna a pesquisa especialmente difícil é que há uma gama muito ampla de questões de saúde envolvidos - confusão mental, problemas cardiovasculares e casos raros de psicose - e não há consenso sobre quem se qualifica como um paciente de Covid persistente.

“Não há consenso sobre como definir, diagnosticar ou medir essa síndrome”, disse Steven Deeks, professor da Universidade da Califórnia, em São Francisco, durante painel de saúde do Comitê de Energia e Comércio da Câmara de Deputados dos EUA, em 28 de abril. “Todo mundo está usando definições diferentes e o estado da arte é uma bagunça.”

Embora as estimativas variem muito, dados sugerem que a Covid pode deixar um legado após o fim da pandemia. Pesquisa do governo britânico revelou que quase 14% das pessoas com Covid relataram sintomas que duraram pelo menos 12 semanas. Em outro estudo da Universidade de Washington, um terço das pessoas diagnosticadas com casos leves de Covid ainda apresentavam sintomas cerca de seis meses depois.

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©2021 Bloomberg L.P.