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Paciente com COVID-19 em estado grave passa por transplante duplo de pulmão

Natalie Rosa

Aconteceu nos Estados Unidos, no Northwestern Memorial Hospital (em Chicago), uma cirurgia de duplo transplante de pulmão de uma paciente na faixa dos vinte anos que teve os órgãos destruídos pela COVID-19.

A doença, que ainda é muito nova, causou uma inflamação extremamente grave nos pulmões da jovem. Segundo o cirurgião Ankit Bharat, os órgãos estavam completamente colados ao tecido que estava ao seu redor, como o diafragma e a parede torácica. A operação durou cerca de duas horas e se tornou o primeiro transplante de pulmão devido à COVID-19 a acontecer nos Estados Unidos.

Raio-X dos pulmões da paciente antes da cirurgia (Imagem: Reprodução/Northwestern Medicine)

A paciente, agora, passa bem, mas as complicações da doença foram bastante complicadas. Mesmo com os pulmões saudáveis, ela precisou de internação e entubação, passando a respirar com a ajuda de respiradores, e o tempo em que passou com a doença foi o suficiente para fazer com que os músculos dos órgãos ficassem tão fracos a ponto de não conseguir se recuperar, contando então com o transplante como única saída.

O hospital publicou uma foto do quão destruído ficou o pulmão; clique aqui para ver (imagem forte).

Com o sucesso da cirurgia, os médicos acreditam que haja esperança para solucionar novos casos do tipo, mesmo que envolva uma vasta lista de espera. "Gostaria de enfatizar que isso (o transplante) não é para todo paciente de COVID-19. Estamos falando sobre pacientes que são relativamente jovens, muito funcionais, como o mínimo de comorbidades possíveis e com danos permanentes nos pulmões sem conseguir sair do respirador", conta Dr. Bharat, dizendo que outros hospitais estão entrando em contato para obter informações sobre o procedimento.

Segundo o cirurgião, a paciente, que não quis ser identificada e não deu entrevista, era jovem e não tinha nenhuma doença preexistente antes de contrair o novo coronavírus. A jovem já havia precisado tomar um medicamento que suprimia o sistema imunológico, mas também não há evidências de que a droga teria sido a causadora dos efeitos da doença. Antes de ser internada, ela permaneceu doente por cerca de duas semanas, e não demorou para que ela precisasse de respiração artificial. A condição somente piorou com o tempo, com nenhuma melhora sendo apresentada. Os médicos disseram, ainda, que nunca operaram alguém em condição tão grave.

Agora, ela vem se recuperando e exames devem ser feitos para conferir se o organismo está aceitando os novos órgãos, conferindo também se os medicamentos fizeram com que o novo coronavírus se reativasse.


Fonte: Canaltech