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Paciente com AVC recupera movimento durante eletroestimulação da medula espinhal

Pacientes com sequelas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame, podem recuperar os movimentos das mãos e dos braços instantaneamente, durante sessões de eletroestimulação da medula espinhal. Inclusive, conseguem usar o garfo e a faca. A neurotecnologia ainda está em desenvolvimento, mas deve ser uma importante aliada na recuperação de pacientes, como forma de fisioterapia.

A técnica de eletroestimulação foi desenvolvida por pesquisadores da Pittsburgh University e da Carnegie Mellon University, ambas localizadas nos Estados Unidos. Por enquanto, o efeito do dispositivo é temporário, ou seja, após a sessão, o ganho de movimento é perdido. No entanto, há indícios de que o tratamento contínuo pode melhorar, sim, as habilidades de movimento.

Vale lembrar que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o AVC é uma das três principais causas de morte por doença no mundo. Mesmo quando o paciente sobrevive, o risco de sequelas, como a perda de movimentos, é alta. Neste contexto, novos tratamentos são mais do que necessários para ampliar a capacidade de recuperação.

Como funciona a eletroestimulação da medula espinhal?

Nova técnica usa eletroestimulação para recuperar temporariamente movimentos de pacientes com derrame cerebral (Imagem: Image-Source/Envato Elements)
Nova técnica usa eletroestimulação para recuperar temporariamente movimentos de pacientes com derrame cerebral (Imagem: Image-Source/Envato Elements)

Publicado na revista científica Nature Medicine, o estudo descreve que, durante as sessões de eletroestimulação, eletrodos são fixados na região do pescoço, considerando a área da medula espinhal. Além disso, outros eletros são colocados ao longo do braço e do punho. Basicamente, o dispositivo fornece pulsos de eletricidade que ativam as células nervosas dentro da medula.

Durante a sessão, os pacientes que desenvolveram paralisia nos membros superiores devido ao AVC conseguem abrir e fechar totalmente o punho, levantar o braço acima da cabeça e ainda usar o garfo e a faca para cortar uma fatia de bife — para muitos, estes movimentos "simples" são feitos pela primeira vez em anos.

Para entender: no organismo saudável, “os nervos sensoriais do braço e da mão enviam sinais aos neurônios motores da medula espinhal que controlam os músculos do membro”, explica Douglas Weber, professor da Carnegie Mellon University e um dos autores do estudo, em comunicado. Só que estes nervos estão debilitados após o AVC.

“Ao estimular esses nervos sensoriais, podemos amplificar a atividade dos músculos enfraquecidos pelo derrame. É importante ressaltar que o paciente mantém o controle total de seus movimentos: a estimulação é assistencial e fortalece a ativação muscular apenas quando os pacientes estão tentando se mover”, acrescenta Weber.

Futuro: novos tratamentos para recuperação pós-AVC

"Ainda mais interessante [que a retomada da capacidade temporária de movimentação], descobrimos que, após algumas semanas de uso, algumas dessas melhorias persistem quando a estimulação é desligada, indicando caminhos interessantes para o futuro das terapias de AVC”, pontua Marco Capogrosso, professor da Pittsburgh University e outro autor do estudo.

Para validar essa descoberta, os pesquisadores continuam a recrutar voluntários para novos testes, enquanto buscam definir protocolos de estimulação para diferentes níveis de gravidade das sequelas do AVC. No futuro, esta pode se tornar uma terapia comum para pessoas que tiveram um derrame.

A seguir, confira no vídeo, a partir dos 50 segundos, como os pacientes podem recuperar o movimento das mãos durante a sessão de eletroestimulação:

Fonte: Canaltech

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