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Paciente é curado da covid-19 após 411 dias

No Reino Unido, um homem enfrentou a infecção pelo vírus da covid-19 por 411 dias até estar finalmente curado da doença. Durante o tratamento, foram usados anticorpos monoclonais (sintéticos). Este é considerado um dos casos mais longos do coronavírus SARS-CoV-2 já relatados no mundo.

Publicado na revista científica Clinical Infectious Diseases, o estudo sobre o paciente que teve covid por mais de 400 dias foi liderado por médicos e pesquisadores do King's College London e do Serviço Nacional de Saúde (NHS), ambos na Inglaterra.

Entenda o caso

Em um dos casos mais longos da covid-19, paciente permanece com o vírus por 411 dias até ser curado (Imagem: Wavebreakmedia/Envato)
Em um dos casos mais longos da covid-19, paciente permanece com o vírus por 411 dias até ser curado (Imagem: Wavebreakmedia/Envato)

Segundo os médicos responsáveis pelo caso, o paciente é do sexo masculino, estava com 59 anos e, anteriormente, recebeu um rim transplantado. Por causa do transplante de órgão e dos remédios usados para evitar a rejeição, o indivíduo tinha um sistema imunológico enfraquecido, o que impedia a reação esperada contra o vírus da covid.

O primeiro teste positivo do homem saiu em dezembro de 2020. Passados 411 dias, o exame deu negativo somente em janeiro de 2022. Durante o período de acompanhamento, os médicos liberaram 3 doses da vacina para o indivíduo. Esta era uma tentativa de estimular o sistema imunológico, mas não gerou o efeito esperado. O tratamento mais promissor foi o uso de anticorpos monoclonais.

O coronavírus foi isolado em amostras do paciente. Após análises, a equipe identificou que ela continha uma das primeiras cepas do vírus, muito similar com a descoberta em Wuhan, na China. A análise também descobriu que o vírus do paciente continha várias mutações que se formaram durante este caso tão longo de infecção.

Casos mais longos da covid-19 no mundo

Na história da covid-19, a mesma equipe de pesquisadores britânicos ficou conhecida por tratar o paciente que por mais tempo conviveu com o vírus: 505 dias. Infelizmente, o indivíduo, que não teve o nome e nem a idade revelado, faleceu em decorrência da infecção e de outras complicações de saúde que já possuía.

No Brasil, uma equipe de médicos e cientistas da Universidade de São Paulo (USP) chegou a relatar o caso de um paciente permaneceu com a infecção ativa do coronavírus SARS-CoV-2 por 232 dias. Este indivíduo já convivia com o vírus do HIV.

Pessoas ainda podem contrair infecções tão duradouras do coronavírus?

Apesar dos avanços no tratamento da covid, como os anticorpos monoclonais, e da prevenção, como as vacinas, a infecção pelo coronavírus ainda pode ser bastante grave para alguns pacientes, especialmente aqueles que têm dificuldades no sistema imunológico (imunossuprimidos).

"Algumas pessoas com sistema imunológico enfraquecido ainda correm o risco de doenças graves e de permanecerem persistentemente infectadas. Ainda estamos trabalhando para entender a melhor forma de protegê-los e tratá-los", afirma o médico Luke Snell, do NHS, em comunicado.

Fonte: Canaltech

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