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Pacheco se filia ao PSD e critica polarização política, mas evita se declarar candidato ao Planalto

·4 min de leitura
***ARQUIVO***BRASILIA, DF,  BRASIL,  15-07-2021,  -  O presidente do senado federal senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) durante entrevista à Folha na residência oficial do senado. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASILIA, DF, BRASIL, 15-07-2021, - O presidente do senado federal senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) durante entrevista à Folha na residência oficial do senado. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (MG), se filiou nesta quarta-feira (27) ao PSD e deu mais um passo rumo a uma possível candidatura à Presidência da República em 2022.

Embora não tenha se declarado como candidato, o senador fez um discurso com críticas à polarização política e à situação atual do país.

"Estamos cansados de viver em meio a tanta incerteza, a tanta incompreensão e intolerância. Uma sociedade dividida, em que cada um não admite o contrário e não aceita a existência do outro, nunca irá chegar a lugar algum", afirmou.

Dentro do PSD, Pacheco é visto como uma terceira via para romper a disputa entre Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Sem citar o governo, ele disse que o país enfrenta "um dos momentos mais difíceis da história" e defendeu união para superá-lo.

"O cidadão sente no seu dia-a-dia os efeitos de uma economia que não deslancha, pena com o aumento dos preços dos alimentos, do combustível, do gás de cozinha. Sofre com a falta de emprego e oportunidades de trabalho, e por fim deixa de acreditar no seu próprio futuro. Este não é o Brasil que nós desejamos", defendeu.

Em uma clara tentativa de associá-lo ao ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), a cerimônia ocorreu no Memorial JK, onde estão os restos mortais do político mineiro, que também foi filiado ao antigo PSD.

Pacheco fez o discurso para aproximadamente 300 pessoas em um auditório do local. Atrás dele, no palco, havia um painel com fotografias de JK. A neta do ex-presidente, Anna Christina Kubitschek, presenteou o senador com um broche do PSD. Anna Cristina é casada com Paulo Octávio, que preside o partido no DF.

Além do presidente da sigla, Gilberto Kassab, políticos do PSD como o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e os senadores Carlos Viana, Antonio Anastasia, Otto Alencar e Omar Aziz participaram da cerimônia.

Parlamentares de outras legendas também prestigiaram a filiação, entre eles Kátia Abreu (PP-TO), Davi Alcolumbre (DEM-MG) e o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM).

Pacheco integrava o DEM, mas já era tratado como presidenciável pelo PSD antes mesmo de anunciar que deixaria a sigla. Na semana passada, ele confirmou a troca.

Apesar da vontade do novo partido, o senador evita afirmar publicamente que irá concorrer ao Planalto.

"Jamais permitirei que na minha realidade como senador, como presidente de uma Casa como o Senado Federal, que eu antecipe qualquer tipo de discussão de ordem político eleitoral. A eleição é em 2022, os partidos vão se preparar, os partidos terão seus candidatos, mas eu continuo hoje no PSD na mesma linha que sempre estive, pregando essa união, esse diálogo, e sobretudo não antecipando interesses ou discussões políticos eleitorais para o momento de agora", afirmou.

Kassab, no entanto, faz questão de dizer que o senador será o candidato da sigla em 2022. "Em off aqui, ele será candidato e será presidente da República", brincou Kassab ao discursar no evento.

O presidente do PSD ainda descartou o interesse em indicar o vice para compor uma possível chapa com Lula. "O PSD terá candidato à Presidência da República, é uma decisão irreversível. No que depender de mim, do partido, será o Rodrigo Pacheco", disse.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o presidente do Senado já disse acreditar que a sigla pode ter uma "proposta alternativa" aos projetos que devem ser apresentados nas eleições de 2022 pelo PT e pelo presidente Bolsonaro.

Pacheco foi eleito deputado federal pelo MDB, em 2014, e chegou a presidir a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a principal da Casa. Dois anos depois, concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte, mas ficou em terceiro lugar, com 10% dos votos válidos.

Em 2018, conseguiu uma das duas vagas ao Senado em uma eleição em que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) ficou em quarto lugar.

Desde o início de 2020, o senador preside o Congresso Nacional. Ele se beneficiou do fracasso de Davi Alcolumbre (DEM-AP) de conseguir viabilizar juridicamente a possibilidade de se candidatar à reeleição ao comando do Senado.

Escolhido pelo político do Amapá, acabou herdando praticamente toda a articulação montada por Alcolumbre e foi eleito facilmente no início de 2021 —57 votos contra 27 de Simone Tebet (MDB).

Como presidente do Senado, Pacheco tem adotado um estilo moderado e tem tentado blindar o Senado de influências do Executivo. Nos últimos meses, pautas consideradas relevantes para Bolsonaro foram barradas na Casa.

Em setembro, por exemplo, ele mandou devolver ao governo a medida provisória editada por Bolsonaro que limitava a remoção de conteúdo publicado nas redes sociais. No mesmo mês, os senadores derrubaram a medida provisória editada que criava uma minirreforma trabalhista.

Com a filiação do presidente do Senado, a bancada do PSD passará a ter 12 membros na Casa, a segunda maior, atrás apenas do MDB, que tem 15.

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