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Pacheco se filia ao PSD e prega união contra extremos

·2 min de leitura

BRASÍLIA — Sem anunciar a pré-candidatura à Presidência da República, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se filiou nesta quarta-feira ao PSD, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Apesar de evitar diretamente o tema das eleições, Pacheco, em seu discurso, criticou a polarização e pregou união contra “extremismos”. O político mineiro é a aposta da legenda como uma alternativa ao presidente Jair Bolsonaro, ainda sem partido, e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

— Hoje, estamos todos cansados e descrentes. Estamos cansados de viver em meio a tanta incerteza, a tanta incompreensão e intolerância. Uma sociedade dividida, em que cada um não admite o contrário e não aceita a existência do outro, nunca irá chegar a lugar algum — disse Pacheco.

O presidente do Senado destacou que o Brasil vive um dos “períodos mais difíceis da história” e citou desafios na área social, no mercado de trabalho, na área ambiental, saúde, educação, energética e fome. O senador ainda falou da alta de preços e dos combustíveis.

— A gravidade do momento que assola nosso país nos impõe uma tomada de decisão. Decisão esta que não é contra quem quer que seja, mas a favor do Brasil e dos Brasileiros. O caminho para solucionar as várias crises que estamos enfrentando é a união. Quando falamos em unirmos o país é porque chegamos ao limite dos extremos. A boa política decorre de um trabalho conjunto dos agentes do poder, dos representantes do povo — disse Pacheco.

Na tentativa de emplacar Pacheco como uma opção para a terceira via na disputa pelo Planalto, o PSD apostou na estratégia de associar a imagem do senador mineiro ao do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961).

O evento foi realizado no Memorial JK, onde um painel exibia uma grande foto do ex-presidente, também natural de Minas Gerais. Em seu discurso, Pacheco citou como “exemplos e inspirações” JK e Tancredo Neves, que, eleito presidente em 1985, morreu antes de assumir o cargo.

A cerimônia de filiação de Pacheco ao PSD teve a presença de integrantes da legenda, como deputados, senadores e os governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e de Sergipe, Belivaldo Chagas. Também participaram os prefeitos de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (MG), e de Campo Grande, Marquinho Trad (MS).

Ao ser questionado sobre sua candidatura à Presidência, Pacheco disse que, como presidente do Senado, evitará antecipar qualquer discussão político eleitoral.

— Jamais permitirei que na minha realidade como senador, como presidente de uma Casa como o Senado Federal, que eu antecipe qualquer tipo de discussão de ordem político eleitoral. A eleição é em 2022, os partidos vão se preparar, os partidos terão seus candidatos, mas eu continuo hoje no PSD na mesma linha que sempre estive, pregando essa união, esse diálogo, e sobretudo não antecipando interesses ou discussões políticos eleitorais para o momento de agora — disse o presidente.

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